DENÚNCIA GRAVE

Áudios vazados atribuem a policiais civis de Sorriso conversas sobre mortes de suspeitos; VEJA O VÍDEO

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Áudios vazados atribuem a policiais civis de Sorriso conversas sobre mortes de suspeitos; VEJA O VÍDEO

Conversas teriam vazado após furto de celular em delegacia; OAB-MT acionou órgãos de controle

Áudios atribuídos a policiais civis lotados em Sorriso, a 397 quilômetros de Cuiabá, revelam supostas práticas de intimidação, truculência e banalização de mortes durante confrontos policiais no município. O material circulou em redes sociais e grupos de mensagens, levando a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) a adotar providências formais.

As gravações teriam sido extraídas de um grupo de WhatsApp formado por policiais civis e, segundo informações preliminares, o conteúdo teria vazado após o furto de um celular ocorrido dentro de uma unidade policial.

Em alguns trechos dos áudios, os participantes insinuam o uso de métodos de intimidação para obtenção de informações. Em uma das mensagens, um dos integrantes afirma que iria “buscar essa moça para efetuar um diálogo à moda antiga”. Em outra, há menção à condução de um suspeito para receber um suposto “tratamento VIP” com o objetivo de revelar o paradeiro de uma mulher identificada como Beatriz.

Outros áudios sugerem a possibilidade de agressões físicas contra suspeitos, além de conversas em tom descontraído sobre mortes ocorridas em supostos confrontos policiais, levantando questionamentos sobre a legalidade das ações. Em determinado momento, os interlocutores discutem se uma ocorrência teria sido resultado de confronto real ou de execução, mencionando que mortes sem testemunhas não seriam incomuns.

A subseção da OAB em Sorriso informou que teve acesso a vídeos, fotos e capturas de tela das conversas e avaliou que o conteúdo pode indicar condutas incompatíveis com a legislação brasileira e com os princípios que regem a atuação policial.

Diante da gravidade do material, a entidade decidiu encaminhar requerimentos formais ao Ministério Público, à Corregedoria da Polícia Judiciária Civil e à Associação Nacional da Advocacia Criminal (Anacrim). Também foi deliberado o envio de ofício à Delegacia de Polícia Civil de Sorriso, para ciência dos fatos e adoção das medidas cabíveis.

Até o momento, a Polícia Judiciária Civil informou que o caso será apurado internamente.

Veja o vídeo

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