OPERAÇÃO PRESENTE DE GREGO

“Bloqueios visam interromper o fluxo ilícito e garantir ressarcimento”, afirma delegado sobre golpe do falso presente

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“Bloqueios visam interromper o fluxo ilícito e garantir ressarcimento”, afirma delegado sobre golpe do falso presente

Polícia Civil de Mato Grosso cumpre 36 ordens judiciais em São Paulo contra grupo suspeito de fraudes eletrônicas que causaram prejuízo superior a R$ 160 mil

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (24), a segunda fase da Operação Presente de Grego, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada no chamado “golpe do falso presente”. A operação ocorre nas cidades de São Paulo e Taboão da Serra, com apoio da Polícia Civil paulista.

Ao todo, são cumpridas 36 ordens judiciais expedidas pelo Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá, sendo 11 mandados de prisão preventiva, 11 de busca e apreensão e 26 determinações de bloqueio de bens e valores que somam aproximadamente R$ 55 mil.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionatos e Outras Fraudes de Cuiabá, sob coordenação do delegado Pablo Carneiro, e é desdobramento da primeira fase da operação, realizada em fevereiro de 2025, quando um dos principais executores do esquema foi preso.

Conforme apurado, os suspeitos simulavam a entrega de brindes, principalmente em datas comemorativas. No momento da suposta entrega, alegavam a necessidade de pagamento de taxa por meio de máquina de cartão. Durante a transação, eram efetuadas cobranças superiores ao valor informado, mediante manipulação do equipamento ou indução da vítima ao erro.

Os prejuízos ultrapassam R$ 160 mil e atingiram moradoras de Cuiabá. As diligências identificaram estrutura organizada com divisão de funções, composta por núcleo responsável pela execução das abordagens e outro voltado à movimentação financeira, encarregado de disponibilizar contas bancárias, fragmentar valores e ocultar recursos obtidos de forma ilícita.

Segundo o delegado responsável pelo caso, as medidas patrimoniais buscam interromper a circulação do dinheiro, assegurar eventual devolução às vítimas e impedir a continuidade das práticas criminosas.

As apurações seguem em andamento para aprofundamento da análise financeira, identificação de novas pessoas lesadas e responsabilização integral dos envolvidos.