ENERGIA LIMPA

China transforma montanhas em usinas solares e impulsiona desenvolvimento de região pobre

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China transforma montanhas em usinas solares e impulsiona desenvolvimento de região pobre

Painéis fotovoltaicos cobrem encostas em Guizhou e fazem da província um dos polos de energia renovável do país

A província de Guizhou, no sudoeste da China, conhecida por aldeias tradicionais e pela Cachoeira Huangguoshu, passou a ganhar destaque internacional por um novo motivo: montanhas inteiras cobertas por painéis solares. A iniciativa integra a estratégia chinesa de ampliar a geração de energia limpa e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

Instalados em áreas de alta altitude e relevo acidentado, os painéis transformaram terrenos antes considerados improdutivos em grandes usinas de energia solar a céu aberto. À distância, as encostas formam extensos tapetes metálicos, símbolo da aposta do país em tecnologia e sustentabilidade.

Mesmo com dificuldades logísticas e condições climáticas adversas, os resultados foram expressivos. Em poucos anos, a capacidade de geração solar de Guizhou saltou de 1,75 milhão para 15 milhões de quilowatts, consolidando a província como peça estratégica na matriz energética chinesa e reforçando a liderança do país no setor de energias renováveis.

Desenvolvimento social e econômico

Os impactos do projeto vão além da produção de eletricidade. Historicamente marcada pela pobreza e pela economia baseada na agricultura de subsistência, Guizhou passou por uma transformação social e produtiva com a chegada dos investimentos em energia solar.

O modelo adotado permite o uso simultâneo da terra, integrando painéis fotovoltaicos e atividades agrícolas. Sob as estruturas, agricultores cultivam novas culturas, recebem renda pelo arrendamento do solo e encontram empregos diretos nas usinas solares.

Com isso, uma mesma área passou a gerar energia, alimentos e renda, mudando a realidade de comunidades locais e se tornando referência de desenvolvimento sustentável. A experiência de Guizhou mostra como áreas antes vistas como limitadas podem ser reaproveitadas de forma estratégica.

O projeto reforça a política chinesa de expansão das energias renováveis e serve de exemplo para outros países que buscam crescimento econômico aliado à preservação ambiental e inclusão social.