CRIME DE ESTELIONATO

“Clientes pagaram e não tiveram o processo ajuizado”, diz delegado sobre golpe da cidadania italiana

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“Clientes pagaram e não tiveram o processo ajuizado”, diz  delegado sobre golpe da cidadania italiana
imagem ilustrativa

O delegado de Polícia Civil Vinícius Nazário disse que as duas mulheres que foram presas na segunda-feira (2) por estelionato eletrônico após investigação que apurou fraudes na prestação de serviços para reconhecimento de cidadania italiana em Cuiabá, teriam causado prejuízo superior a R$ 30 mil a pelo menos uma vítima, que contratou o ajuizamento de ação na Itália e realizou o pagamento integral do serviço. No entanto, conforme apurado no inquérito, não houve comprovação de que o processo judicial tenha sido efetivamente protocolado no exterior.

A investigação foi conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Estelionatos de Cuiabá. O relatório final aponta indícios de divisão de tarefas entre as investigadas, que atuavam na captação de clientes, formalização de contratos e administração dos valores recebidos.

Durante as diligências, a polícia solicitou à Justiça a quebra de sigilo bancário e o bloqueio de bens e valores das investigadas e das empresas envolvidas. A medida resultou no bloqueio de recursos em contas vinculadas às suspeitas, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento às vítimas.

Além do caso investigado, a polícia identificou indícios de que outras famílias possam ter sido prejudicadas, diante de reclamações registradas contra a empresa em órgãos de defesa do consumidor.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar o caso e decidir sobre o oferecimento de denúncia.

A Polícia Civil orienta que consumidores tenham cautela ao contratar serviços relacionados a processos internacionais e denunciem qualquer suspeita às autoridades.