DE OLHO NOS PREÇOS

“Consumidor não pode ser lesado”, diz MP ao intensificar fiscalização de combustíveis em MT

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“Consumidor não pode ser lesado”, diz MP ao intensificar fiscalização de combustíveis em MT
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Promotorias atuam contra aumentos abusivos e investigam suspeitas de cartel no interior do estado

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) intensificou, nos últimos dias, ações em diversos municípios para coibir aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis e evitar prejuízos aos consumidores.

A atuação ocorre em meio à instabilidade no mercado internacional do petróleo, que tem provocado oscilações nos preços e reflexos no abastecimento no Brasil.

Segundo o promotor Brício Britzke, de Porto Alegre do Norte, o objetivo é impedir repasses imediatos e injustificados ao consumidor.
“O consumidor não pode ser lesado, principalmente porque o combustível é um elemento essencial”, afirmou.

No município, o MP emitiu nota técnica e realizou operação conjunta com a Polícia Civil, orientando postos a priorizarem serviços essenciais e reforçando a fiscalização por meio dos Procons.

A promotora Giedra Meneses destacou que aumentos sem justificativa podem gerar responsabilização.
“A legislação é clara ao vedar a elevação de preços sem justa causa”, disse.

Em Água Boa, o promotor Luis Alexandre Lima Lentisco apontou suspeita de aumento repentino após tensões internacionais, o que pode indicar prática de cartel e lucro abusivo. O caso está sendo investigado e pode resultar em sanções criminais, administrativas e cíveis.

Já em Querência, a promotoria determinou que postos apresentem, em até 72 horas, notas fiscais, histórico de preços e informações sobre estoque, para apurar possíveis irregularidades.

A promotora Daniela Moreira Augusto reforçou que a instabilidade externa não justifica aumentos arbitrários.
“O Ministério Público está atento para coibir esse tipo de conduta”, afirmou.

As ações fazem parte da Operação Ícaro, realizada em conjunto com a Polícia Civil em municípios como Confresa, Canabrava do Norte e São José do Xingu.

Ao todo, postos receberam orientações sobre a proibição de aumentos sem justa causa e a necessidade de transparência na formação dos preços, sob risco de responsabilização.