grupo criminoso exigia dinheiro de empresários, impunha compra de produtos e oferecia falsa “proteção” para manter controle sobre parte do comércio local
Durante a operação “Extortion”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (05) nas cidades de Barra do Garças e Pontal do Araguaia, o Ministério Público de Mato Grosso, por meio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), cumpriu quatro mandados de busca e apreensão contra suspeitos de integrar um grupo criminoso envolvido em extorsões contra comerciantes da região.
De acordo com as investigações, integrantes da organização criminosa estariam exigindo pagamentos periódicos de comerciantes mediante ameaças. Além da cobrança de dinheiro, o grupo também forçava empresários a adquirir determinados produtos de forma exclusiva, criando uma espécie de monopólio na venda desses itens.
Ainda conforme a apuração, os criminosos ofereciam uma suposta “proteção” aos estabelecimentos comerciais. Na prática, essa estratégia funcionava como uma forma de pressionar as vítimas e manter o controle sobre parte da atividade econômica local.
Os mandados foram expedidos pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garças e cumpridos nas cidades de Barra do Garças e Araguaiana. As diligências fazem parte de um inquérito que investiga a atuação sistemática do grupo na cobrança de valores ilícitos.
A investigação teve início após denúncias feitas por comerciantes da região, que relataram as ameaças e as exigências feitas pelos suspeitos. A partir dessas informações, o Gaeco passou a reunir elementos que apontam para a atuação organizada do grupo criminoso.
O nome da operação, “Extortion”, faz referência direta ao crime investigado pelas autoridades.
O Gaeco é uma força-tarefa permanente formada por integrantes do Ministério Público de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Sistema Socioeducativo, que atuam de forma integrada no combate ao crime organizado no estado.