CRISE NO PLANALTO

Escândalo no INSS é visto como “bomba-relógio” e preocupa Lula mais que caso Banco Master

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Escândalo no INSS é visto como “bomba-relógio” e preocupa Lula mais que caso Banco Master

Aliados avaliam que investigação previdenciária pode atingir núcleo próximo ao presidente, enquanto episódio bancário é tratado como risco político mais amplo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a demonstrar forte preocupação com denúncias de corrupção que avançam nos bastidores do governo federal. Segundo relatos de aliados e auxiliares do Palácio do Planalto, duas investigações em andamento tiram o sono do presidente, mas uma delas é considerada especialmente explosiva: o caso envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com interlocutores próximos, Lula classifica a investigação no INSS como uma “bomba-relógio”, devido ao potencial de desgaste político direto e à possibilidade de surgimento de nomes sensíveis ligados ao seu entorno. Entre os pontos de maior apreensão estão eventuais desdobramentos que possam envolver Lulinha, filho do presidente, e a empresária e lobista Roberta Luchsinger, apontada como próxima da família presidencial.

Auxiliares avaliam que o avanço das apurações pode revelar fatos ainda mais comprometedores nas próximas semanas, ampliando o impacto do caso sobre o governo. O receio, segundo essas fontes, não está apenas no que já veio a público, mas no alcance das investigações e nas conexões que ainda podem ser expostas.

Paralelamente, o governo também acompanha com atenção o escândalo envolvendo o Banco Master. Embora reconheça a gravidade do episódio, Lula e sua equipe tratam esse caso de forma diferente. Nos bastidores, a avaliação é de que o Banco Master representa um risco sistêmico para o cenário político nacional, com potencial de atingir diversos partidos e lideranças, sobretudo em um período pré-eleitoral.

A distinção feita no Planalto é clara: enquanto o caso do Banco Master tende a gerar impactos mais difusos, o escândalo do INSS é visto como mais concentrado e, justamente por isso, mais perigoso do ponto de vista político e institucional para o presidente.

Nos corredores do poder, a expectativa é de semanas turbulentas. Aliados admitem que novas revelações devem surgir em ambas as investigações, mantendo o governo em alerta máximo e recolocando a corrupção no centro do debate político nacional.