EM INVESTIGAÇÃO

Esposa de psicopata que estuprou e matou a própria irmã é presa por suspeita de participação no crime

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Esposa de psicopata que estuprou e matou a própria irmã é presa por suspeita de participação no crime

Jovem foi encontrada morta em córrego após desaparecer em Cuiabá; marido da suspeita já está preso

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (26), Mariane Mara da Silva, esposa de Marcos Pereira Soares, acusado de estuprar e matar a própria irmã, Estéfane Pereira Soares, de 17 anos, em Cuiabá.

A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), após decisão da Justiça que decretou a prisão temporária da investigada.

De acordo com as investigações, há indícios de que Mariane tenha participado do crime contra a cunhada. O corpo da adolescente foi localizado em um córrego, em uma área de mata no bairro Três Barras, após a vítima desaparecer na noite do dia 10 de março.

Além da prisão, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados à suspeita, com o objetivo de coletar provas que possam esclarecer a dinâmica do crime.

Segundo o delegado Caio Albuquerque, a investigada negou envolvimento, mas os elementos reunidos apontam possível participação.

“Há indícios de que ela concorreu para a morte da cunhada”, afirmou.

Após ser detida, Mariane foi encaminhada à DHPP e posteriormente apresentada em audiência de custódia, permanecendo à disposição da Justiça.

O principal suspeito, Marcos Pereira Soares, já havia sido preso em flagrante pelo crime.

As investigações seguem sob responsabilidade da delegada Jéssica Martins, que conduz o inquérito para conclusão e possível indiciamento dos envolvidos.

Durante depoimento prestado anteriormente, a própria Mariane relatou que Marcos havia sido solto da Penitenciária Central do Estado dias antes do crime, após um erro judicial.

Segundo ela, o suspeito deixou o presídio e voltou a morar com a companheira. O casal chegou a iniciar mudança de residência por receio de nova prisão.

Marcos havia cumprido cerca de cinco anos de pena por um homicídio cometido em 2020, quando foi condenado a 19 anos de prisão. Ele estava em regime de trabalho extramuros quando foi colocado em liberdade.