Deputado questiona negociação relacionada a crédito da empresa Oi e afirma que caso ainda levanta muitas dúvidas
Durante participação no programa Passando a Limpo, na última quarta-feira (04), o deputado estadual Wilson Santos (PSD) voltou a questionar o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telecomunicações Oi, que resultou no pagamento de aproximadamente R$ 308 milhões.
O parlamentar afirmou que esteve recentemente na Assembleia Legislativa acompanhando uma sabatina com o procurador-geral do Estado, Francisco de Assis Lopes, responsável por prestar esclarecimentos aos deputados sobre o caso.
Segundo Wilson, um dos pontos que mais chama atenção é a diferença entre os valores discutidos no processo. Ele explicou que, conforme os dados apresentados durante a sabatina, a empresa teria direito a receber cerca de R$ 580 milhões em uma disputa judicial. No entanto, a negociação com o governo resultou em um acordo para pagamento de R$ 308 milhões.
O deputado também mencionou questionamentos envolvendo uma negociação anterior relacionada a esse crédito. De acordo com ele, há informações de que o valor teria sido negociado no mercado por cerca de R$ 80 milhões antes do pagamento final feito pelo Estado.
“Eu sou professor de matemática e essa conta não fecha. Como alguém que teria direito a receber mais de quinhentos milhões aceita trezentos milhões e, antes disso, teria vendido esse crédito por oitenta milhões?”, questionou o parlamentar durante a entrevista.
Outro ponto levantado pelo deputado é a forma como os recursos teriam circulado após o pagamento. Segundo ele, há relatos de que os valores passaram por diferentes fundos de investimento antes de chegar ao destino final, o que, na avaliação do parlamentar, reforça a necessidade de uma investigação mais detalhada.
Santos afirmou ainda que o caso continua sendo acompanhado por deputados da Assembleia Legislativa e também pode ser analisado por órgãos de controle.
Para ele, situações que envolvem grandes valores de recursos públicos precisam ser esclarecidas de maneira transparente. “Quando se trata de dinheiro do contribuinte, é fundamental que todas as etapas do processo sejam explicadas com clareza”, afirmou.
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