NOVO LAUDO

“Exame de DNA confirma violência sexual contra presa em delegacia de Sorriso”, aponta Politec

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“Exame de DNA confirma violência sexual contra presa em delegacia de Sorriso”, aponta Politec

Investigador da Polícia Civil foi identificado como autor do crime; abusos teriam ocorrido durante custódia da vítima

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou, por meio de exame de DNA, que o investigador da Polícia Civil Manoel Batista da Silva, de 52 anos, cometeu violência sexual contra uma mulher detida na delegacia de Sorriso.

O laudo definitivo identificou o perfil genético do servidor no material biológico coletado na região íntima da vítima, comprovando a conjunção carnal. A análise foi realizada pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, em Cuiabá.

Inicialmente, um exame feito pela unidade da Politec de Sorriso, três dias após os fatos, não apontou sinais externos de agressão física. No entanto, a perícia laboratorial complementar confirmou a presença do DNA do investigador.

O diretor-geral da Politec, Jaime Trevizan Teixeira, afirmou que a ausência de lesões aparentes não descarta a ocorrência de abuso.

“Com as amostras analisadas em laboratório, confirmamos a ocorrência do crime por meio da identificação do perfil genético do agressor. A Medicina Legal só encerra a investigação após essa etapa complementar”, explicou.

A vítima, de 24 anos, havia sido presa temporariamente por três dias, sob suspeita de homicídio. Após ser colocada em liberdade, denunciou ter sido abusada quatro vezes dentro da própria delegacia, entre a noite de 9 e a manhã de 10 de dezembro de 2025.

Segundo o boletim de ocorrência, os abusos teriam acontecido no alojamento destinado ao descanso dos agentes, para onde ela era levada após ser retirada da cela. A jovem relatou ainda ter sido humilhada e obrigada a se lavar com detergente após os atos, sob supervisão do policial.

Manoel Batista da Silva, que ingressou na Polícia Civil em 2001, foi preso preventivamente no dia 1º de fevereiro de 2026. De acordo com a delegada Layssa Crisóstomo, o investigador teria mentido em depoimento e acreditava que o intervalo entre o crime e a perícia impediria a detecção de seu material genético.

O Ministério Público alertou para o risco de reiteração criminosa, considerando a gravidade do caso e a possibilidade de existência de outras vítimas.

O caso segue agora para o Judiciário com a prova material anexada ao inquérito. O investigador permanece afastado das funções, recebendo remuneração conforme os trâmites do Processo Administrativo Disciplinar (PAD).