Polícia Civil descobriu centro de treinamento usado por integrantes de facção em área indígena de Mato Grosso
O delegado de polícia Fábio Nahas afirmou que as investigações identificaram um centro de treinamento mantido por uma facção criminosa em uma área indígena localizada no município de Santo Antônio de Leverger, em Mato Grosso.
Segundo Nahas, no local integrantes do grupo criminoso recebiam treinamento para montar e desmontar armas, realizar disparos e aplicar técnicas de sobrevivência na selva, além de aprender táticas utilizadas em confrontos com forças de segurança e facções rivais.
A descoberta levou a Polícia Civil de Mato Grosso a deflagrar, nesta sexta-feira (13), a Operação Argos, que cumpriu quatro mandados de busca e apreensão.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis e começaram após denúncias de tráfico de drogas na região da Aldeia Tereza Cristina (Korogedo Paru), próxima ao Rio São Lourenço.
De acordo com a apuração, um suspeito conhecido como “Pescador”, casado com uma indígena, seria responsável por receber grandes quantidades de drogas transportadas pelo rio e levar o material até uma residência localizada em uma área mais afastada da aldeia.
Outro investigado, conhecido como “Corola” ou “Fininho”, seria responsável pela distribuição dos entorpecentes para traficantes de Rondonópolis, utilizando rotas fluviais pelo Rio Vermelho e também transporte por terra pela rodovia MT-270.
Durante as investigações, a polícia descobriu que os suspeitos também ministravam cursos clandestinos de sobrevivência na selva e táticas de guerrilha, utilizando armamentos de diversos calibres. Nos treinamentos, os instrutores eram conhecidos apenas como “01” e “02”.
Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos utilizava uma embarcação para levar os participantes do treinamento até áreas isoladas às margens do Rio Vermelho, onde eram realizados disparos com armas de fogo.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam uma espingarda calibre .22, uma espingarda calibre .20 de dois canos e dezenas de munições de diversos calibres.
As investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo criminoso e aprofundar as apurações sobre o funcionamento do centro de treinamento da facção.