Operação Cesimt cumpriu mandados em Nova Mutum e resultou na apreensão de mais de 250 arquivos de abuso sexual infantojuvenil
Um homem, de identidade ainda não divulgada, foi preso nesta quinta-feira (05) por armazenar, em nuvem, material de abuso sexual infantojuvenil no município de Nova Mutum. A prisão ocorreu durante a Operação Cesimt, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso para cumprimento de mandados judiciais de busca e apreensão domiciliar e afastamento de sigilo telemático.
A ação teve como alvo um jovem investigado por crimes cibernéticos relacionados ao armazenamento de conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes. As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI).
Segundo informações do delegado titular da DRCI, Sued Dias da Silva Junior, o combate aos crimes cibernéticos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes é prioridade permanente da unidade especializada.
As investigações apontaram que o suspeito armazenava, de forma continuada, mais de 250 arquivos contendo cenas de exploração sexual infantojuvenil, mantidos em contas pessoais desde o ano de 2023.
O objetivo das medidas judiciais foi a apreensão de dispositivos eletrônicos utilizados pelo investigado, como smartphones e notebooks, além da coleta de outros elementos de prova para reforçar a materialidade e a autoria dos crimes.
Durante o cumprimento dos mandados, um segundo suspeito que estava no imóvel foi preso em flagrante após os policiais encontrarem centenas de imagens de pedofilia armazenadas em seu telefone celular. Já os dispositivos eletrônicos do alvo principal foram apreendidos e encaminhados para análise pericial.
O delegado responsável pela investigação, Guilherme Rocha, destacou que a ação demonstra a capacidade técnica da Polícia Civil no enfrentamento aos crimes praticados no ambiente digital.
“A investigação comprova novamente que a Polícia Civil de Mato Grosso possui alta expertise técnica para identificar e localizar criminosos que buscam na internet uma falsa sensação de anonimato para cometer delitos”, afirmou.