OBRAS DO BRT

“Não existe parto sem dor”, diz Governador ao comentar transtornos das obras do BRT em Cuiabá; VEJA O VÍDEO

· 2 minutos de leitura
“Não existe parto sem dor”, diz Governador ao comentar transtornos das obras do BRT em Cuiabá; VEJA O VÍDEO
Reprodução

Mauro reconhece incômodos causados pelas intervenções, mas afirma que atrasos estão ligados a problemas técnicos, herança do VLT e falta de mão de obra

O governador do Estado de Mato Grosso, Mauro Mendes, disse que as obras do BRT em Cuiabá têm provocado transtornos à população, mas afirmou que os impactos fazem parte de grandes intervenções estruturais na cidade. Ao comentar as críticas sobre os bloqueios e mudanças no trânsito, o chefe do Executivo declarou que obras dessa dimensão inevitavelmente geram incômodos temporários.

“Não existe parto sem dor. Obras desse tamanho sempre trazem transtornos, mas são necessárias para melhorar a infraestrutura e a mobilidade urbana”, afirmou.

Mendes reconheceu que muitos moradores estão insatisfeitos com as interdições e o ritmo das obras, mas explicou que durante a execução dos trabalhos surgiram situações que não estavam previstas nos projetos. Entre os principais obstáculos estão redes antigas de água, esgoto e drenagem pluvial que precisam ser reorganizadas antes da continuidade das intervenções.

Atualmente, trechos da Avenida Historiador Rubens de Mendonça, conhecida como Avenida do CPA, seguem com bloqueios parciais para a realização de serviços de drenagem. As interdições ocorrem principalmente na pista sentido bairro–Centro, mas ao menos uma faixa permanece liberada para a circulação de veículos. Também há obras no trecho entre a Avenida Dom Bosco e a Rua XV de Novembro, onde estão sendo executados serviços de reforço da base da pista e melhorias no sistema de drenagem.

O governador também citou problemas herdados do antigo projeto do VLT, que acabou sendo substituído pelo BRT. Segundo ele, o consórcio responsável pela obra anterior informou oficialmente a existência de falhas estruturais em um viaduto localizado na região da Avenida Miguel Sutil.

Diante da situação, o governo estadual reteve parte dos recursos do acordo firmado com o consórcio do VLT, abriu um novo processo de licitação e contratou outra empresa para realizar a demolição e reconstrução do trecho comprometido. Para Mendes, essa medida foi necessária para garantir segurança, mas acabou contribuindo para atrasos no cronograma.

Outro fator apontado pelo governador é a dificuldade de contratação de trabalhadores. Ele destacou que Mato Grosso registra uma das menores taxas de desemprego do país, cerca de 2,2%, o que acaba reduzindo a disponibilidade de mão de obra para obras de grande porte.

Apesar das dificuldades, Mendes afirmou que os trabalhos seguem avançando e citou a liberação de alguns trechos da Avenida do CPA como exemplo do progresso do projeto. Segundo ele, o governo continua trabalhando para concluir as obras e entregar o sistema de transporte à população.

Veja o vídeo

0:00
/1:47