A personal trainer Letícia Pompeo denunciou o ex-companheiro, o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, André Pompeo Pimenta Negrini, por agressões físicas, ameaças de morte e perseguição, mesmo após o fim do relacionamento, que durou cerca de três anos.
Segundo o boletim de ocorrência, no dia 18 de abril, Letícia foi agredida com uma coronhada na cabeça enquanto estava em um bar em Chapada dos Guimarães. O agressor seria o próprio ex-companheiro. Após o episódio, ela registrou ocorrência na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) e solicitou medida protetiva. Apesar disso, as ameaças teriam continuado.
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No último domingo (20), Letícia gravou um vídeo de costas relatando as agressões e perseguições do ex marido e por sua mãe já ter sido vítima de feminicídio, Ela procurou à imprensa, tendo em vista, que o caso logo se tornaria público. Ela relata que procurou a Delegacia da Mulher em Cuiabá no mês 04. “Eu consegui a medida protetiva, porém, nada foi resolvido e logo voltou a ameaçar outra vez. “Eu tive um relacionamento há três anos e logo depois de um ano e meio o meu ex-parceiro começou com agressões físicas e mentais".
Letícia relatou uma nova ameaça ao realizar sua caminhada no Parque Mãe Bonifácia, em Cuiabá, quando André teria passado por ela e dito: “Você vai morrer igual a sua mãe, só que com uma arma diferente.” Assustada, acionou o botão do pânico e chamou a polícia.
Tive que acionar o botão do pânico E não esse, que eu acionei o botão do pânico, ele foi preso em flagrante e ficou 11 dias preso na Chapada e hoje ele está com tornozeleira. Mesmo diante de tudo isso, eu fico ameaçada, eu fico com muito medo dele e foi por isso, que eu procurei a imprensa para que possa me ajudar”, desabafa Letícia.
O policial foi localizado ainda no parque e afirmou estar armado com uma pistola Glock 9mm, de uso institucional, que estava guardada em seu veículo. Ele foi preso em flagrante e permaneceu detido por 11 dias no presídio de Chapada dos Guimarães. Atualmente, responde em liberdade, monitorado por tornozeleira eletrônica.
Com medo relatou viver sob constante ameaça. “Procurei a imprensa porque estou com medo de morrer. As pessoas acham que as marcas no meu rosto são de procedimentos estéticos, mas essa na cabeça foi de uma coronhada. Já fiz procedimentos, sim, mas nunca fiquei 10 dias sem trabalhar por isso”, afirmou.
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O caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.
Crédito do vídeo: Folha do Estado