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Sem acordo com PRD, Galvan negocia filiação ao Podemos para disputar o Senado

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Sem acordo com PRD, Galvan negocia filiação ao Podemos para disputar o Senado

Ex-presidente da Aprosoja afirma que mantém projeto eleitoral para 2026 e avalia nova sigla após deixar o Democracia Cristã

O ex-presidente da Aprosoja, Antônio Galvan, avalia disputar o Senado pelo Podemos após deixar o Democracia Cristã em fevereiro. As negociações com o Partido da Renovação Democrática (PRD) não avançaram, e o produtor rural passou a considerar a nova legenda como possível caminho para viabilizar a candidatura em 2026.

Galvan participou neste sábado do ato de filiação do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, ao Podemos. Durante o evento, afirmou que o partido pode se tornar sua nova base política caso haja acordo para lançar sua pré-candidatura ao Senado.

Segundo ele, o convite para aproximar-se da sigla partiu do próprio parlamentar, embora outras legendas também estejam sendo avaliadas.

“Depois da filiação do Max, a gente deve sentar e conversar. Temos quatro partidos para conversar. Seguiremos com o plano do Senado, independente do partido. Se der certo no Podemos, a probabilidade é grande”, afirmou.

Apesar do interesse, Galvan disse que outras conversas seguem abertas, porém sem avanços concretos. O PRD, por exemplo, iniciou diálogo logo após sua saída do DC, por meio do presidente estadual Mauro Carvalho, mas as tratativas esfriaram nas últimas semanas.

O Partido Liberal (PL) também teria sondado o produtor rural, porém oferecendo a possibilidade de disputar uma vaga de deputado federal — proposta que ele rejeitou.

“Há uma pressão grande do PL, mas para que eu saia deputado federal. Já disse que nesse cargo não serei. Em 2022 já disputei o Senado, cheguei em segundo lugar com mais de 300 mil votos. Trabalhamos nessa pré-candidatura desde as eleições de 2024, elegendo prefeitos e vereadores, não tem sentido mudar”, declarou.

Ruptura com o DC

Principal articulador das chapas eleitorais do Democracia Cristã em Mato Grosso, Galvan deixou o partido após decisão do diretório nacional que, segundo ele, inviabilizou sua pré-candidatura ao Senado.

De acordo com o produtor rural, o então presidente nacional da legenda, João Caldas, teria comunicado que a permanência dele no partido dependeria da disputa por uma vaga de deputado federal ou da aceitação para ser primeiro suplente na chapa ao Senado encabeçada pela deputada estadual Janaina Riva, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

A proposta, segundo Galvan, foi repassada à esposa dele, Paula Boaventura, que presidia o partido no Estado, mas acabou rejeitada pelo grupo político.

“Ele falou para minha esposa que só tinha uma condição para a gente ficar com o partido: ou eu sairia candidato a deputado federal ou aceitaria ser primeiro suplente da Janaína. Essa posição nós não aceitamos”, afirmou.

Galvan também disse que a intervenção da direção nacional do partido ocorreu em outros estados e classificou o episódio como definitivo para sua saída da sigla.