STJ decreta prisão preventiva de quatro policiais militares suspeitos de participação no assassinato de Renato Nery, em Cuiabá
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a prisão preventiva de quatro policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do advogado Renato Nery, em Cuiabá. A decisão foi assinada pela ministra Maria Marluce Caldas na última quarta-feira (11).
Renato Nery foi assassinado a tiros em julho de 2024, na porta de seu escritório localizado na Avenida Fernando Correa, na capital de Mato Grosso. Segundo investigações, o crime teria sido encomendado por um casal de empresários devido a uma disputa de terras no interior do estado.
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) aponta que os policiais simularam um confronto, que resultou na morte de Walteir Lima Cabral e na tentativa de homicídio de outra pessoa, com o objetivo de ocultar a arma utilizada no assassinato, uma pistola Glock calibre 9mm.
Os quatro PMs foram presos inicialmente em março de 2025 durante a Operação Office Crimes, mas soltos meses depois pelo juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá. Com a decisão do STJ, eles retornam à prisão, em razão da gravidade e da organização do crime.
A ministra justificou a medida afirmando que a soltura representava risco à ordem pública, dada a gravidade da conduta e a logística do crime.
Os policiais Jorge Rodrigo Martins, Leandro Cardoso, Wailson Alesandro Medeiros Ramos e Wekcerlley Benevides permanecem agora sob custódia preventiva até o andamento do processo.