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Veja quem são os 15 vereadores que votaram contra a cassação do chico 2000 em investigação de R$ 3,65 milhões

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Veja quem são os 15 vereadores que votaram contra a cassação do chico 2000 em investigação de R$ 3,65 milhões

Vereadores rejeitaram abertura de comissão mesmo com apuração da Operação Gorjeta sobre desvio de emendas parlamentares

Os 15 vereadores que votaram contra a abertura de processo de cassação do vereador afastado Chico 2000 rejeitaram a apuração legislativa de um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Brasil Central (IBRACE), entre os anos de 2022 e 2025. Segundo investigação policial, R$ 3,65 milhões teriam sido repassados à entidade, apontada como uma “entidade de passagem”, utilizada para transferir recursos a empresas privadas.

O pedido de cassação foi derrubado na manhã desta quarta-feira (10), durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Cuiabá, por 15 votos contrários e 7 favoráveis. Com isso, não foi instalada comissão processante para apurar possível quebra de decoro parlamentar do ex-presidente da Casa.

De acordo com a representação, as investigações identificaram movimentações financeiras consideradas atípicas e indícios de retorno de parte dos valores para fins particulares, além de repasses concentrados e sem comprovação clara de execução dos serviços contratados.

VOTARAM CONTRA A CASSAÇÃO DE CHICO 2000

Os vereadores: Adevair Cabral (SD), Alex Rodrigues (PV), Baixinha Giraldelli (SD), Daniel Monteiro (Republicanos), Demilson Nogueira (PP), Didimo Vovô (PSB), Ilde Taques (PSB), Jeferson Siqueira (PSD), Kássio Coelho (Podemos), Marcrean Santos (MDB), Marcus Brito (PV), Maria Avalone (PSDB), Mario Nadaf (PV), Sargento Joelson (sem partido) e Wilson Kero Kero (PMB).

Já os sete votos favoráveis à abertura do processo foram dados por, Dilermário Alencar (União), Katiuscia Mantelli (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Michele Alencar (União), Rafael Ranalli (PL), Samantha Iris (PL) e Tenente-Coronel Dias (Cidadania). A vereadora Dra. Mara se absteve, e Eduardo Magalhães esteve ausente no momento da votação.

OPERAÇÃO GORJETA

O pedido de cassação foi protocolado pelo jornalista e servidor público Juliano Rafael Teixeira Enamoto, procurador da Câmara Municipal de Sapezal. A representação tem como base os desdobramentos da Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, que teve Chico 2000 como um dos alvos.

A decisão judicial que autorizou a operação aponta, em tese, indícios da prática dos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de ter determinado o afastamento do vereador do cargo.

Apesar da gravidade das acusações descritas na investigação policial, a maioria dos vereadores entendeu que a Câmara não deveria avançar com a apuração interna, defendendo que o caso seja analisado exclusivamente pelo Ministério Público e pelo Judiciário.

Parlamentares que defenderam a abertura da comissão argumentaram que o processo legislativo não representaria condenação antecipada, mas sim uma resposta institucional diante das denúncias envolvendo recursos públicos.

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