Deputado afirma que decisão do ex-presidente influencia aliados e vê risco em composição com partido que classifica como de esquerda
O deputado estadual Gilberto Cattani afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro exerce influência direta sobre aliados políticos e declarou que, dentro do grupo, suas decisões são determinantes.
“Bolsonaro não pede, manda. Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, disse o parlamentar ao comentar o cenário eleitoral em Mato Grosso.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre quem deve representar o bolsonarismo na disputa pelo governo do estado. Entre os nomes colocados estão o senador Wellington Fagundes e o vice-governador Otaviano Pivetta.
Ao avaliar os pré-candidatos, Cattani adotou tom crítico em relação ao histórico político. Segundo ele, nenhum dos nomes possui trajetória que represente integralmente os valores defendidos pela base conservadora.
Apesar disso, o deputado afirmou que mudanças de posicionamento são possíveis e citou o senador Magno Malta como exemplo. Ele também destacou que Wellington Fagundes tem demonstrado alinhamento no Congresso.
O parlamentar, no entanto, fez críticas a uma possível aliança com o MDB, classificando a sigla como historicamente ligada à esquerda em Mato Grosso. Para ele, uma composição nesse sentido pode comprometer a credibilidade do discurso eleitoral.
Cattani disse ainda concordar com o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, que também se posicionou contra a aproximação.
Ao comentar articulações nacionais, o deputado rejeitou qualquer comparação com o cenário estadual e afirmou que as decisões locais devem seguir critérios próprios.
Por fim, ao mencionar a família do ex-presidente, ele diferenciou o papel do senador Flávio Bolsonaro, afirmando que não vê influência direta dele nas definições políticas no estado.