Deputado cobra prazo definitivo da Caixa após sucessivos adiamentos na entrega dos Residenciais Carvalho
O deputado estadual Max Russi cobrou da Caixa Econômica Federal uma definição sobre a entrega das casas dos Residenciais Carvalho I, II e III, em Barra do Garças. Na última quinta-feira (24), ele apresentou um requerimento na Assembleia Legislativa de Mato Grosso para pedir explicações sobre os sucessivos adiamentos e a divulgação da lista das famílias contempladas.
Somente neste ano, foram anunciadas previsões para abril, julho e setembro, mas nenhuma foi cumprida. A nova expectativa é de que a entrega ocorra na última semana de outubro, segundo as informações divulgadas pelo parlamentar.
“Chega de desculpa. A Caixa promete, marca data e depois adia de novo. Isso é desrespeito com o povo de Barra do Garças. São mães sozinhas, idosos e trabalhadores pagando aluguel enquanto olham para casas prontas e vazias. Eu quero uma data definitiva, por escrito, com nome e responsável”, afirmou Max Russi.
As obras do Residencial Carvalho começaram em 2013 e foram interrompidas dois anos depois. O empreendimento permaneceu paralisado por anos e posteriormente teve a retomada viabilizada com recursos do Governo de Mato Grosso.
O Estado destinou R$ 11,6 milhões para auxiliar na retomada do empreendimento. O investimento foi anunciado em 2023.
“Quando ninguém mais acreditava nessa obra, eu fui ao governador Mauro Mendes e pedimos ajuda. O Estado colocou quase R$ 12 milhões para destravar o Carvalho. Nós fizemos a nossa parte. Agora a Caixa tem que fazer a dela e entregar as chaves”, disse o deputado.
Além do novo cronograma, Max Russi cobra a divulgação da lista oficial das famílias beneficiadas. Segundo informações divulgadas nesta semana, a relação já estaria finalizada pela Prefeitura e aguardaria a liberação da Caixa para publicação.
“Como é que uma mãe vai se preparar para mudar se ela nem sabe se o nome dela está na lista? A família precisa de tempo para se organizar, entregar a casa de aluguel, preparar a mudança. Divulgar a lista é o mínimo de respeito com quem espera há mais de uma década”, cobrou.
No requerimento, o deputado também solicita informações sobre as pendências que ainda impedem a entrega das unidades, os responsáveis por cada etapa, eventuais aditivos contratuais e as medidas adotadas diante dos atrasos. Ele ainda questiona ao Ministério das Cidades quais alterações teriam provocado o novo adiamento.
Max Russi também pediu que seja avaliada a possibilidade de aluguel social para as famílias afetadas pela demora. As respostas foram solicitadas com base na Lei de Acesso à Informação.
“São quase R$ 12 milhões do povo de Mato Grosso nessa obra. Não vou largar esse assunto até a última família entrar na sua casa”, concluiu.