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“Ela começou a mudar o rosto”, diz delegado sobre cirurgias feitas por Angeliquinha na Bolívia

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“Ela começou a mudar o rosto”, diz delegado sobre cirurgias feitas por Angeliquinha na Bolívia
Repórter MT

Líder de facção também foi presa com documento brasileiro falso após mais de um ano foragida

O delegado da Draco, Victor Hugo Caetano de Freitas, afirmou durante coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira (23) que a líder de facção Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, realizou diversos procedimentos estéticos na Bolívia para alterar a própria aparência e dificultar o reconhecimento pelas autoridades.

Segundo o delegado, as intervenções ocorreram durante o período em que Angeliquinha permaneceu foragida em Santa Cruz de la Sierra. Fotografias obtidas pela investigação mostram a mulher com curativos no rosto após procedimentos estéticos.

“Procedimentos estéticos, provavelmente, ela tentava alterar a feição para que não fosse reconhecida. Até nas fotos que foram divulgadas, ela tem curativos nesse sentido e tudo mais”, afirmou Victor Hugo.

Ainda conforme o delegado, a cidade boliviana é conhecida pela oferta de procedimentos estéticos a preços mais baixos e acaba sendo procurada por foragidos que tentam modificar características físicas para dificultar a identificação.

“Lá em Santa Cruz de la Sierra, é uma cidade que, vamos dizer assim, é uma referência em procedimentos estéticos de baixo custo. Então, vários dos foragidos da Justiça utilizam essa cidade com esse potencial para que seja feita a mudança de feição, a mudança de característica para que não sejam reconhecidos”, explicou.

Victor Hugo afirmou que Angeliquinha teria passado por várias cirurgias e iniciado mudanças no rosto justamente com a intenção de dificultar uma eventual identificação.

“Ela tinha várias cirurgias estéticas e agora ela começou a mudar o rosto. Com essa intenção aí de ludibriar eventuais ações em favor dela”, disse.

Durante a coletiva, o delegado também citou outros criminosos procurados internacionalmente que recorreram a procedimentos semelhantes para modificar a aparência.

“A gente tem, por exemplo, o Juan Carlos Ramírez Abadia, que foi preso lá no Paraguai com essa mesma iniciativa, com esse mesmo trato, e a gente tem membros de cartel mexicano. Então, é uma prática de membros de organizações criminosas desfigurarem o rosto por meio de cirurgias estéticas para alterar a feição”, esclareceu.

Documento falso

Além das mudanças na aparência, Angeliquinha foi localizada utilizando um documento brasileiro falso, segundo a Draco.

Ela foi presa na terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, após permanecer foragida desde agosto de 2025. Depois dos procedimentos legais na Bolívia, deverá ser encaminhada ao Brasil para cumprir as determinações judiciais.

Angeliquinha possui condenações que, somadas, ultrapassam 260 anos de prisão.

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