Welligton afirma que empresas ampliam equipes para incluir cabos eleitorais e diz que levará denúncia ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral
O candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), afirmou na última quarta-feira (22) que empresas terceirizadas que prestam serviços ao poder público estariam contratando funcionários para atuar como cabos eleitorais durante o período eleitoral.
A declaração foi feita após uma sabatina sobre saúde realizada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT). Segundo o Parlamentar a situação estaria ocorrendo principalmente em municípios do Estado.
“Eles estão usando essas terceirizadas, principalmente nos municípios, para fazer com que essas empresas que têm 30 funcionários contrate mais 20 para ser cabo eleitoral”, afirmou.
Wellington disse que a situação envolveria empresas que prestam serviços ao poder público em diferentes municípios e declarou que pretende levar o caso ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral.
“É uma denúncia que eu estou fazendo aqui ao Ministério Público e à Justiça Eleitoral. Isso em muitos municípios e em terceirizadas que estão a serviço do poder público”, declarou.
O candidato também afirmou que a manifestação feita publicamente por meio da imprensa já caracteriza uma denúncia.
“Eu entendo que a imprensa tem fé pública. Quando um jornalista denuncia, isso é mais do que uma denúncia formal. Ela é pública. E essa denúncia está feita pública”, disse.
Durante a declaração, Wellington não apresentou os nomes das empresas ou dos municípios que estariam envolvidos na situação.
Na mesma ocasião, o candidato criticou o modelo de contratação de servidores públicos e afirmou que uma parcela dos trabalhadores estaria vinculada ao Estado por meio de contratos temporários ou como pessoas jurídicas.
“O concurso público, o serviço público, é uma obrigação. Olha, aqui é uma denúncia que foi feita pelo Conselho Regional de Medicina. Desde o governo Dante, não se faz plano de cargos e salários. Aqui, 60% do servidor público é de contratos temporários ou PJs”, afirmou.
Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) informou que as contratações realizadas por empresas que prestam serviços ao Estado seguem critérios de demanda e necessidade dos serviços, conforme a legislação e as obrigações previstas nos contratos.
A pasta também afirmou que considera inadequado utilizar a melhoria do atendimento com profissionais qualificados em contexto eleitoral e informou que encaminhará às autoridades as informações necessárias para esclarecimento, caso sejam solicitadas.