SAÚDE PÚBLICA

Governador não descarta concurso na saúde: “Se necessário, haverá”

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Governador não descarta concurso na saúde: “Se necessário, haverá”

Pivetta diz que Estado amplia contratos para serviços de alta complexidade, mas afirma que contratação de servidores será avaliada conforme a necessidade

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que Mato Grosso poderá realizar concursos públicos para a área da saúde, caso seja identificada a necessidade de ampliar o quadro de profissionais. A declaração foi dada ao ser questionado sobre a política do Estado de ampliar a contratação de serviços de saúde por meio de contratos com instituições públicas e privadas.

Segundo Pivetta, a estratégia adotada atualmente é a contratualização, principalmente para serviços de alta complexidade. A ideia, conforme explicou, é estabelecer contratos com metas e critérios que permitam acompanhar a execução e os resultados dos serviços.

“Nós estamos comprando e a tendência é cada vez mais o Estado se especializar em adentrar contratos. Porque nós podemos fazer os contratos, tem métricas transparentes, claras para auditar, para medir e pagar. E é isso que o Estado tem que ser, um grande provedor de serviços de alta complexidade”, afirmou.

Questionado se essa política significaria o fim dos concursos para profissionais da saúde, o governador descartou essa possibilidade.

“Se necessário, haverá concurso público. Nós vamos, ao longo do tempo, analisando a situação. Nesse momento nós estamos contratualizando”, declarou.

Pivetta citou como exemplo o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, que passou a atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano sob administração do Hospital Israelita Albert Einstein.

O governador também mencionou um convênio firmado com o Consórcio Alto Teles Pires como parte da estratégia de ampliar a oferta de serviços por meio de contratos.

A política de contratualização também aparece em documentos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), que registram a ampliação da contratação de hospitais filantrópicos e privados para atender à demanda do SUS no Estado.

Apesar de defender a ampliação dos contratos, Pivetta afirmou que a realização de concursos permanece entre as possibilidades do governo e será analisada de acordo com a necessidade do sistema de saúde.

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