Investigado foi flagrado com grande quantidade de arquivos no celular durante a 10ª fase da Operação Cesin
A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu em flagrante, na manhã desta terça-feira (29), um homem investigado por armazenar imagens de abuso sexual envolvendo crianças e adolescentes em Nova Olímpia.
A prisão ocorreu durante a 10ª fase da Operação Cesin, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI) e voltada ao combate à exploração sexual infantil na internet.
Segundo o delegado Sued Dias da Silva Júnior, titular da DRCI, a equipe cumpriu um mandado de busca e apreensão no município e encontrou um aparelho celular com grande quantidade de arquivos, entre fotos e vídeos, contendo material de pornografia infantil.
Diante do flagrante, o investigado foi preso e deverá responder pelo crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata de adquirir, possuir ou armazenar esse tipo de conteúdo. A pena prevista pode chegar a seis anos de reclusão.
A operação também cumpriu uma ordem de quebra de sigilo telemático, autorizada pelo Juízo da Comarca de Barra do Bugres. As medidas foram executadas por policiais da DRCI, com apoio de equipes da Delegacia Regional de Tangará da Serra.
As investigações começaram após denúncias de que um morador de Nova Olímpia estaria armazenando arquivos com imagens de violência sexual infantojuvenil. Durante as diligências, os investigadores identificaram o suspeito e chegaram ao endereço onde os mandados foram cumpridos.
De acordo com Sued Dias, o trabalho da DRCI é permanente e inclui o monitoramento de pessoas suspeitas de armazenar ou consumir esse tipo de material.
“A DRCI realiza um trabalho de monitoramento constante em uma operação permanente, que é a Operação Cesin, visando identificar indivíduos que estejam armazenando ou consumindo esse tipo de conteúdo”, afirmou o delegado.
Segundo ele, quando os suspeitos são identificados, são realizadas ações para apreender os dispositivos e retirar o material de circulação, além de responsabilizar criminalmente os envolvidos.
“Sempre que esses indivíduos são identificados, nós realizamos ações repressivas, visando tirar esse material de circulação, apreender esses dispositivos e também realizar a prisão para que eles respondam pelos crimes que estão cometendo”, disse.
O delegado explicou ainda que o armazenamento desse tipo de conteúdo é considerado crime permanente, o que permite a prisão em flagrante enquanto os arquivos permanecerem sob posse do investigado.
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