Vereador afirma que adesão de Baixinha Giraldelli fortaleceu grupo que disputa a Mesa Diretora; eleição está marcada para 6 de outubro
O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou que já conta com 15 votos para disputar a presidência da Câmara Municipal de Cuiabá e trabalha para ampliar o grupo para 17 vereadores até a eleição da nova Mesa Diretora, marcada para 6 de outubro. A articulação ganhou força após a adesão de Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que deixou o grupo de Dilemário Alencar (União Brasil).
Durante entrevista coletiva, Ilde agradeceu o apoio da vereadora e afirmou que a chegada dela ocorreu em um momento importante para a formação da chapa.
“Agradecer à Baixinha, ela vem para reforçar o nosso projeto, veio num momento muito importante, uma mulher de palavra, uma mulher honesta, uma mulher honrosa”, declarou.
Na conta apresentada pelo parlamentar, o grupo é formado por Adevair Cabral, Baixinha Giraldelli, Chico 2000, Jeferson Siqueira, Dídimo Vovô, Maysa Leão, Eduardo Magalhães, Daniel Monteiro, Alex Rodrigues, Ilde Taques, Katiuscia Mantelli, Dra. Mara, Sargento Joelson, Michelly Alencar e Maria Avalone.
Com 27 vereadores na Casa, 14 votos representam maioria simples. A eleição, entretanto, ainda pode sofrer alterações na composição das chapas até a votação.
REGIMENTO EM DISPUTA
Paralelamente à formação dos grupos, os vereadores discutem uma proposta que altera o Regimento Interno e pode permitir a recondução de Paula Calil (PL) à presidência da Câmara.
Ilde criticou a mudança das regras durante o processo eleitoral e afirmou que seu grupo não concorda com a alteração às vésperas da escolha da nova Mesa.
“Você não pode mudar o jogo na véspera da eleição, o processo fica prejudicado”, afirmou.
O projeto de resolução, apresentado pelo vereador Marcus Brito Júnior (PV), prevê a possibilidade de recondução dos integrantes da Mesa Diretora ao mesmo cargo dentro da mesma legislatura. Atualmente, o Regimento impede esse tipo de recondução.
A discussão sobre o quórum necessário para votar a proposta chegou à Justiça por meio de um mandado de segurança apresentado pelo vereador Wilson Kero Kero (PMB). Uma decisão judicial afastou a exigência de dois terços para a votação e considerou aplicável a maioria simples, o que reduz o número necessário de 18 para 14 votos.
Apesar da decisão, o projeto não foi colocado em votação nas sessões realizadas nesta terça-feira (29). Com isso, a alteração do Regimento não avançou antes da eleição da Mesa, mantendo a disputa entre os grupos políticos da Câmara.
A votação que definirá a composição da nova Mesa Diretora está prevista para 6 de outubro.