Comandante lamentou não ter conseguido evitar as mortes e pediu que vítimas procurem a PM antes da escalada da violência
O tenente-coronel Brito, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar de Mato Grosso, fez um alerta às mulheres após o assassinato de uma jovem e do filho dela, de apenas quatro meses, em uma propriedade rural na região nordeste do Estado.
Segundo o comandante, o crime aconteceu em uma área rural distante cerca de 80 quilômetros da unidade policial mais próxima. A mulher e o bebê foram mortos com golpes de faca.
O irmão da vítima presenciou o ataque e conseguiu correr até um ponto onde pudesse pedir ajuda à Polícia Militar. Quando os policiais chegaram à propriedade, encontraram mãe e filho já mortos.
As equipes iniciaram as buscas pelo autor e o localizaram dentro do quarto do casal, dormindo. Ele foi acordado, preso e encaminhado para as autoridades.
Após relatar a ocorrência, Brito deixou uma orientação às mulheres que sofrem ameaças dentro de relacionamentos e pediu que procurem ajuda antes que a violência aumente.
“Eu peço às minhas amigas que não desacreditem nas ameaças proferidas pelos seus namorados, seus parceiros, seus maridos, pois eles podem, em algum momento, cumprir o que estão dizendo”, afirmou.
O comandante também alertou que situações como embriaguez, uso de drogas, ciúmes ou conflitos relacionados ao fim do relacionamento não devem ser usadas como justificativa para ignorar ameaças.
“Não pense porque ele está embriagado, sob efeito de droga, está com raiva, não está aceitando o relacionamento, já disse mais de mil vezes aquelas ameaças e nunca cumpriu, que isso não irá acontecer. Pois irá”, declarou.
Brito afirmou ainda que ficou frustrado por não ter conseguido evitar as mortes e reforçou a importância de acionar a Polícia Militar antes que o agressor impeça a vítima de pedir ajuda.
“É necessário que você entre em contato com a Polícia Militar antes da escalada da violência, antes que ele tome seu celular, quebre ele, esconda, proíba você de contato com outras pessoas”, disse.
Ao final, o tenente-coronel reforçou que a denúncia antecipada pode dar às equipes tempo suficiente para chegar ao local e intervir antes que a violência resulte em uma tragédia.
“Não desacredite nas ameaças proferidas pelos seus maridos, namorados, seus companheiros, pois elas podem ser cumpridas”, alertou.
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