Mandados são cumpridos em Juína e Castanheira; vítima chegou a transferir R$ 4 mil após ser ameaçada com a divulgação de imagens íntimas
O delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), Guilherme Campomar da Rocha, afirmou que a operação falso 9 deflagrada na manhã desta terça-feira (16) teve o cumprimento de ordens judiciais contra investigados por extorsão na modalidade conhecida como "sextorsão", praticada contra uma influenciadora digital do interior de Mato Grosso.
Ao todo, são cumpridas cinco ordens judiciais, sendo um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão e dois mandados de quebra de sigilo telemático. As diligências ocorrem nos municípios de Juína e Castanheira.
Segundo as investigações, conduzidas pela DRCI desde o primeiro trimestre de 2026, os suspeitos utilizavam perfis falsos em redes sociais e aplicativos de mensagens para se passar por um jogador de futebol conhecido. Com isso, conseguiram se aproximar da vítima, ganhar sua confiança e obter imagens íntimas.
Após conseguirem acesso ao material, os criminosos passaram a exigir dinheiro para não divulgar o conteúdo. Inicialmente, os suspeitos cobraram R$ 20 mil, mas a vítima acabou realizando uma transferência via Pix no valor de R$ 4 mil diante da pressão psicológica sofrida.
De acordo com Guilherme Campomar, a investigação identificou que o mesmo indivíduo que recebia os valores enviados pela vítima era quem mantinha contato com ela utilizando a identidade falsa do atleta.
“Conseguimos comprovar a autoria e a materialidade do crime por meio das conversas, dos arquivos compartilhados e da transferência bancária realizada pela vítima. Com base nesses elementos, representamos pela prisão preventiva do principal investigado e pelas demais medidas cautelares”, explicou o delegado.
O mandado de prisão foi cumprido por volta das 6h30 desta terça-feira em Juína. Durante a ação, os policiais também apreenderam aparelhos eletrônicos que serão submetidos à perícia.
As investigações apontam ainda a possível participação de outras pessoas residentes em Castanheira, motivo pelo qual foram expedidos mandados de busca e apreensão no município.
Segundo a Polícia Civil, a análise do conteúdo dos dispositivos apreendidos poderá revelar a existência de outras vítimas e a prática de novos crimes. Também não está descartada a responsabilização dos envolvidos por associação criminosa ou organização criminosa, dependendo dos elementos encontrados.
“A operação tem como objetivo reunir novos elementos de prova, interromper a prática criminosa e evitar a revitimização da vítima”, destacou Guilherme Campomar da Rocha.
A Polícia Civil informou que o inquérito deve ser concluído nos próximos dias e encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e possíveis novas vítimas do esquema criminoso.
Veja o vídeo