SEM NOÇÃO

Gerente é indiciado por assédio sexual após funcionárias denunciarem abusos em empresa de Cuiabá

· 1 minuto de leitura
Gerente é indiciado por assédio sexual após funcionárias denunciarem abusos em empresa de Cuiabá
PJC

Segundo a delegada Liliane Soares Diogo, investigado utilizava a posição de chefia para constranger subordinadas com comentários, contatos físicos indesejados e propostas de cunho sexual.

A delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá, Liliane Soares Diogo, afirmou que a Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou uma série de crimes sexuais praticados dentro de uma empresa da Capital e indiciou um gerente operacional, de 32 anos, pelos crimes de assédio sexual e importunação sexual.

Segundo a investigação, o suspeito utilizava a posição de comando para constranger funcionárias com abordagens de cunho sexual, criando um ambiente de trabalho hostil e degradante. Os fatos ocorreram em uma empresa localizada no bairro Parque Cuiabá.

As apurações apontaram que o investigado fazia comentários invasivos sobre a aparência física das vítimas, promovia contatos físicos sem consentimento, como abraços prolongados, e realizava propostas sexuais durante o expediente.

Três mulheres, duas de 27 anos e uma de 41 anos, procuraram a Polícia Civil e relataram episódios de constrangimento envolvendo perguntas íntimas, comentários de teor sexual e abordagens inadequadas em áreas comuns da empresa.

De acordo com a delegada, a gravidade das condutas levou as vítimas a pedirem demissão, diante do desgaste emocional e psicológico provocado pela situação.

“O uso da posição de comando para violar a dignidade e a liberdade sexual de subordinadas é uma forma intolerável de violência de gênero, que compromete não apenas a carreira, mas a saúde mental das vítimas e a integridade de todo o ambiente laboral”, destacou Liliane Soares Diogo.

As investigações também identificaram que o suspeito possui outros registros de ocorrência relacionados a fatos semelhantes, circunstância que reforçou a suspeita de comportamento reiterado contra mulheres no ambiente profissional.

Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise e adoção das medidas cabíveis.