ELEIÇÕES 2026

Incentivos fiscais, segurança e alianças provocam confronto em debate pelo Governo de MT

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Incentivos fiscais, segurança e alianças provocam confronto em debate pelo Governo de MT
Reprodução

Candidatos trocaram acusações e apresentaram propostas durante último encontro antes do primeiro turno

O último debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso antes do primeiro turno foi marcado por confrontos sobre incentivos fiscais, segurança pública, alianças políticas e políticas sociais. O encontro, realizado pela TV Vila Real nesta quinta-feira (1º), reuniu Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL), Doutora Natasha (PSD), Maurício Coelho (Mobiliza), Rafaell Milas (Missão) e Sargento Laudicério (Agir).

Logo no primeiro bloco, Natasha questionou Pivetta sobre ações voltadas às mulheres e retomou a acusação de violência doméstica envolvendo o governador. Em seguida, ela e Wellington discutiram a aliança política firmada nas eleições de 2022. O senador afirmou que abriu mão da disputa pelo Governo para apoiar Mauro Mendes, enquanto Natasha lembrou que também fazia parte do mesmo grupo político naquele período.

Pivetta também foi questionado por Maurício Coelho sobre a situação fiscal do Estado. Na resposta, o governador defendeu a capacidade de pagamento de Mato Grosso e afirmou que pretende manter investimentos em infraestrutura.

Outro tema que provocou troca de acusações foi a política de incentivos fiscais. Wellington questionou Pivetta sobre renúncias tributárias e o governador citou o Prodeic e benefícios concedidos a empresas ligadas à família Fagundes. Wellington negou ter recebido incentivos e pediu que fossem apresentadas provas.

Rafaell Milas também levou o assunto ao confronto com Wellington e questionou benefícios fiscais atribuídos a empresas ligadas ao candidato. O senador negou ter recebido esse tipo de vantagem e devolveu a cobrança aos adversários.

A segurança pública apareceu em outro momento do encontro. O Sargento Laudicério voltou a defender a criação de um presídio que chamou de “Inferno Pantaneiro”, enquanto Maurício Coelho criticou a proposta. O candidato do Agir afirmou que a medida teria como objetivo endurecer o enfrentamento ao crime.

Na área social, Natasha afirmou que pretende ampliar os investimentos em habitação e construir 55 mil moradias em Mato Grosso, com apoio de programas federais.

Rafaell Milas também questionou Natasha sobre suas alianças políticas e citou nomes como Luiz Inácio Lula da Silva, Emanuel Pinheiro e Emanuelzinho. A candidata respondeu que sua atuação política deve ser analisada a partir da própria trajetória.

No terceiro bloco, os confrontos voltaram a subir de tom. Natasha novamente abordou a acusação de violência doméstica envolvendo Pivetta e criticou o grupo político que administra Mato Grosso há oito anos. O governador reagiu às críticas e defendeu os resultados de sua gestão.

Os incentivos fiscais continuaram entre os principais assuntos. Maurício Coelho questionou benefícios concedidos a empresas ligadas a Pivetta, enquanto o governador defendeu a política adotada pelo Estado e afirmou que o modelo tem como objetivo estimular a atividade econômica.

Wellington também foi questionado sobre integrantes de seu grupo político. Adversários citaram o ex-deputado Pedro Henry e o ex-secretário Cinésio Nunes de Oliveira. O senador respondeu que Cinésio não foi condenado e, na sequência, mencionou Luiz Antônio Pagot, ligado à campanha de Pivetta, em uma nova troca de acusações.

O debate terminou com os candidatos mantendo posições distintas sobre segurança, política fiscal, habitação e alianças partidárias. O encontro foi o último debate televisivo entre os seis concorrentes antes do primeiro turno, marcado para domingo (4).