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Veja quem são os presos suspeitos de matar sargento da Marinha em Cáceres

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Veja quem são os presos suspeitos de matar sargento da Marinha em Cáceres
Reprodução

Militar teria saído de casa após alarme disparar e acabou sendo atingido

O primeiro-sargento da Marinha Anderson de Alencar Batista, de 43 anos, foi morto a tiros na madrugada de quarta-feira (30), depois que saiu de uma residência para verificar um alarme que havia disparado no bairro Jardim Universitário, em Cáceres (220 km de Cuiabá). A Polícia Militar trabalha com a possibilidade de que o militar tenha sido confundido com outras duas pessoas que seriam os verdadeiros alvos do ataque.

Segundo informações levantadas durante as diligências, os criminosos teriam recebido uma ordem para matar dois homens que estariam na casa onde Anderson se encontrava. Um dos suspeitos relatou aos policiais que a determinação teria partido de integrantes do Comando Vermelho conhecidos pelos apelidos de “Ninja”, “Religião do Mal” e “Monarca”.

A suspeita é de que o atirador tenha ficado escondido nas proximidades da residência à espera do momento para agir. Antes disso, um dos envolvidos teria cortado a cerca elétrica do imóvel, fazendo o sistema de alarme disparar.

Anderson saiu para verificar o que estava acontecendo e acabou surpreendido pelo criminoso, que teria efetuado vários disparos. Mesmo ferido, o sargento tentou retornar para dentro da casa, mas caiu no quintal. A namorada e o filho dela o colocaram para dentro da residência.

Quando a Polícia Militar chegou ao endereço, encontrou o militar ferido. Uma equipe do Corpo de Bombeiros também foi chamada, mas constatou a morte. Conforme o registro da ocorrência, Anderson apresentava ferimentos nas costas, no peito e em uma das mãos.

Após o crime, as forças de segurança receberam informações de que os envolvidos teriam deixado a região utilizando um veículo de transporte por aplicativo. Durante as buscas, uma arma de fogo apontada como utilizada no homicídio foi encontrada em uma residência no bairro Residencial Valter Fidelis.

Uma adolescente que estava no imóvel foi apreendida sob suspeita de esconder o armamento. Na sequência, os policiais localizaram um Volkswagen Polo branco com dois suspeitos. Um deles teria sido responsável por conduzir o veículo usado na ação e o outro é apontado como autor dos disparos.

Outros adolescentes também foram identificados como suspeitos de participação no transporte da arma, na ocultação dos envolvidos e na fuga. Ao todo, sete pessoas foram encaminhadas à 1ª Delegacia de Polícia.

A ocorrência foi registrada como homicídio consumado, porte ilegal de arma de fogo, organização criminosa e corrupção de menores.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer quem eram os alvos pretendidos pelo grupo, definir a participação de cada suspeito e confirmar se Anderson foi realmente morto por engano.

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