Magistrado aponta risco de fuga e mantém preventiva de Antônio Gomes, Hedilerson Barbosa e Etevaldo Caçadini; julgamento pelo Tribunal do Júri foi remarcado para setembro
O juiz José Mauro Nagib Jorge, da 11ª Vara Criminal de Cuiabá Especializada em Justiça Militar, manteve a prisão preventiva de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusados de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, morto a tiros em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.
A decisão foi proferida nesta terça-feira (18). Segundo o magistrado, não surgiu nenhuma circunstância nova capaz de modificar os motivos que levaram à prisão preventiva dos acusados. Na decisão, ele também destacou o entendimento apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) de que existe risco de fuga.
Conforme a denúncia, os três acusados são de Minas Gerais e teriam se deslocado até Cuiabá com o objetivo de executar o advogado e, posteriormente, deixar a cidade para evitar a responsabilização pelo crime. Para o juiz, a eventual liberdade dos réus poderia dificultar a aplicação da lei penal.
“Analisando detidamente os autos, não verifico qualquer circunstância fática superveniente capaz de modificar as razões que ensejaram as prisões preventivas dos acusados”, afirmou o magistrado.
Na mesma decisão, o juiz autorizou um pedido apresentado pela defesa de Hedilerson para acesso ao HD que contém dados de extrações telemáticas de mídias apreendidas durante as investigações. O acesso aos interessados foi marcado para o dia 21 de agosto, às 14h.
O magistrado também recomendou às unidades prisionais onde os acusados estão custodiados que permaneçam à disposição da Justiça para a sessão do Tribunal do Júri. O julgamento foi remarcado para o dia 29 de setembro, às 9h.
Segundo a denúncia do MPMT, cada um dos três acusados teria desempenhado uma função específica na execução do homicídio.
Antônio Gomes da Silva é apontado como o executor do crime. Conforme a investigação, ele confessou ter efetuado os disparos que mataram Zampieri e teria sido contratado para realizar a execução.
Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, é acusado de atuar como intermediário. Segundo o Ministério Público, ele teria feito a ligação entre o executor e os responsáveis pela contratação, além de fornecer a arma utilizada no assassinato.
Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, coronel da reserva do Exército, é apontado como responsável pela articulação e pelo financiamento do homicídio. A acusação sustenta que ele teria participado da logística do crime e oferecido uma recompensa pela execução do advogado.
Os três permanecem presos preventivamente enquanto aguardam o julgamento pelo Tribunal do Júri.