Ministério Público deu prazo de 10 dias para Prefeitura de Várzea Grande abrir procedimento administrativo contra vereador e ex-presidente do DAE-VG
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) determinou que a Prefeitura de Várzea Grande inicie, no prazo de 10 dias, uma investigação administrativa para apurar a conduta do vereador Rogerinho da Dakar (PSDB), que deixou recentemente a presidência do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG).
A recomendação foi expedida após a circulação de um vídeo em que o parlamentar aparece recebendo quantias em dinheiro vivo de um homem cuja identidade ainda não foi divulgada. O conteúdo também foi encaminhado pelo MPMT à Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
O documento foi assinado pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, no âmbito de um Inquérito Civil. Segundo a análise técnica citada pelo Ministério Público, entre os segundos 8 e 11 do vídeo é possível observar o manuseio de maços de cédulas que são colocados no bolso. Entre os segundos 27 e 30, o parlamentar aparece recebendo uma sacola de cor rosa.
O procedimento também menciona a existência de um áudio no qual o ex-presidente do DAE-VG teria solicitado auxílio a servidores da Câmara Municipal para “justificar” a situação.
Para o Ministério Público, a existência de investigações em outras instâncias não impede que a Prefeitura adote providências administrativas próprias. O órgão alerta que uma eventual omissão diante de suspeitas envolvendo recursos públicos pode gerar responsabilização administrativa e jurídica.
A Prefeitura tem prazo de 10 dias para informar ao Ministério Público quais providências foram adotadas para apurar os fatos.
No mesmo dia em que a recomendação foi protocolada, Rogerinho da Dakar deixou oficialmente a presidência do DAE-VG e retornou à Câmara Municipal de Várzea Grande. Ele reassumiu as atividades legislativas e passou a exercer a função de líder da prefeita.
Após a repercussão do vídeo, o vereador se manifestou nas redes sociais. Rogerinho afirmou ter ficado surpreso com a divulgação das imagens, atribuiu o episódio a motivações políticas e destacou sua trajetória como empresário do setor privado. O parlamentar, porém, não esclareceu o valor recebido nem explicou a finalidade do dinheiro mostrado nas imagens.
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