TRIBUNAL DO JÚRI

Júri de acusados pela morte de Roberto Zampieri pode não ocorrer nesta terça-feira

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Júri de acusados pela morte de Roberto Zampieri pode não ocorrer nesta terça-feira
TJMT

Sessão está marcada para as 9h, mas TJMT ainda não confirmou realização após ataque hacker aos sistemas

O julgamento de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e do coronel da reserva do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, acusados pela morte do advogado Roberto Zampieri, está marcado para esta terça-feira (29), às 9h, no Plenário da 1ª Vara Criminal de Cuiabá. Apesar da previsão, ainda existe a possibilidade de a sessão não ocorrer devido ao ataque hacker que atingiu os sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) em 21 de setembro.

Segundo a assessoria de imprensa da Corte, uma definição sobre a realização do julgamento deverá ser divulgada até o fim desta segunda-feira (28).

A nova sessão foi marcada após o Conselho de Sentença ser dissolvido durante o primeiro julgamento, iniciado em 28 de julho. Na ocasião, seis testemunhas foram ouvidas, entre elas os delegados da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edison Ricardo Pick, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo.

O julgamento foi interrompido no dia seguinte, 29 de julho, depois que um dos jurados passou mal durante a madrugada. Segundo o juiz José Mauro Nagib Jorge, que preside o Tribunal do Júri, o integrante apresentava um quadro inicialmente tratado como viral e precisaria realizar exames, incluindo tomografia.

Para preservar a saúde do jurado, dos demais integrantes do Conselho e das pessoas presentes no plenário, o magistrado determinou a dissolução do Conselho de Sentença e marcou uma nova sessão.

Acusação

Roberto Zampieri foi assassinado a tiros em 5 de dezembro de 2023, em frente ao escritório onde trabalhava, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como executor do crime. Segundo a investigação, ele teria confessado os disparos e sido contratado para matar o advogado.

Hedilerson Fialho Martins Barbosa, integrante do Exército e instrutor de tiro, é acusado de atuar como intermediário entre o executor e os responsáveis pela contratação, além de fornecer a arma utilizada no assassinato.

Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de participar da articulação e do financiamento da execução.

O MPMT sustenta que a morte teria sido motivada por uma disputa judicial envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, em Ribeirão Cascalheira, avaliada em aproximadamente R$ 100 milhões.

Segundo a acusação, o advogado defendia interesses contrários aos do produtor rural Aníbal Manoel Laurindo, relacionado à disputa pela propriedade. A denúncia aponta que Aníbal e a esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, teriam contratado a execução por R$ 124.250, pagos antes do crime, além de outros R$ 60 mil após a morte.

Ao todo, nove pessoas foram denunciadas por envolvimento no assassinato. Nesta sessão, porém, apenas Antônio, Hedilerson e Caçadini serão submetidos ao Tribunal do Júri.