Pivetta defende endurecimento das leis contra organizações criminosas e critica atuação de Wellington Fagundes no Congresso
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou como “terrorismo” o ataque contra o vereador Wesley Cláudio (Novo), a esposa e os dois filhos, ocorrido na madrugada de segunda-feira (28), em Rondonópolis. A declaração foi dada na noite desta terça-feira (29).
“É lamentável. Toda a violência é lamentável. E esse caso está sendo apurado, está sendo elucidado, e não tira a dor da família que foi torturada. O que fizeram com essa família lá foi terrorismo”, afirmou Pivetta.
O governador defendeu uma atuação nacional mais rigorosa contra organizações criminosas e cobrou mudanças na legislação penal. Segundo ele, os estados não podem continuar enfrentando o crime organizado apenas com ações locais.
“Entrar na casa da família e fazer o que fizeram, torturar o pai, a mãe, foi um sinal de que nós não podemos mais tolerar. O Brasil tem que enfrentar o crime organizado com a força da lei e com uma política pública federal p+ara a gente não ficar enxugando gelo”, declarou.
CRÍTICAS A WELLINGTON
Durante a manifestação, Pivetta também criticou o senador Wellington Fagundes (PL), seu adversário na disputa pelo Governo de Mato Grosso, ao relacionar a atuação dele no Congresso com as atuais regras penais.
“O cara fica há 36 anos no Congresso Nacional e as leis que nós temos é prende e solta, prende e solta, audiência de custódia para bandido. Ele é o responsável por isso. Ele é, no mínimo, conivente com isso. E nós, aqui, enxugando gelo”, afirmou.
A declaração foi uma crítica política feita pelo governador durante o debate.
ATAQUE À FAMÍLIA
Wesley Cláudio, a esposa Fabiula Moreira e os dois filhos do casal foram mantidos reféns dentro de casa durante o assalto. Os criminosos exigiam dinheiro e afirmavam ter informações de que o vereador guardava cerca de R$ 1 milhão na residência.
Durante a ação, Wesley sofreu agressões, levou uma coronhada e teve parte da orelha direita cortada. Fabiula também foi agredida e enforcada duas vezes. Os criminosos fugiram levando dinheiro, celulares, joias, outros objetos e o veículo da família.
Pivetta afirmou ainda que as forças de segurança seguem trabalhando para identificar e prender os envolvidos.
“A nossa segurança não deixa de funcionar, não deixa nada sem apurar. A turma que cometeu esse crime bárbaro está sendo pega. Vão para a cadeia. Nós temos que endurecer as penas contra a bandidagem”, declarou.
Na noite de terça-feira (29), a Polícia Civil prendeu uma mulher de 24 anos suspeita de participação no crime. Segundo a investigação, ela foi localizada com dinheiro e objetos pertencentes à família.
O ataque continua sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a participação dos demais envolvidos e a motivação do crime.