ALUNOS NÃO RESPEITAM MAIS NINGUÉM

Professores são agredidos ao tentar separar brigas de alunas em Cuiabá; VEJA O VÍDEO

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Professores são agredidos ao tentar separar brigas de alunas em Cuiabá; VEJA O VÍDEO
Reprodução

Confusão entre alunas terminou em tumulto generalizado, com servidores feridos e clima de medo no Tijucal

Uma briga entre estudantes terminou com professores agredidos e uma escola fora de controle em Cuiabá. O caso aconteceu na Escola Estadual Doutor Estevão Alves Corrêa, no bairro Tijucal, e expôs um cenário de violência recorrente dentro da unidade.

A situação mais recente foi registrada na última sexta-feira (10), quando duas alunas iniciaram uma briga dentro do banheiro. Em poucos minutos, a confusão se espalhou pelo pátio e atraiu dezenas de estudantes, que cercaram as envolvidas, formando uma roda e incentivando as agressões.

Nas imagens gravadas por alunos mostram o momento em que as adolescentes trocam socos e puxões de cabelo, enquanto servidores tentam intervir em meio à gritaria. Professores, funcionários de apoio e até um secretário escolar entraram na confusão para conter o confronto, mas enfrentaram dificuldade diante do número de alunos.

Durante o tumulto, ao menos três professores foram atingidos com tapas ao tentar separar a briga. O episódio aumentou ainda mais a sensação de insegurança entre os profissionais, que relatam medo constante dentro da escola.

Um policial chegou a entrar no meio da confusão, mas não conseguiu controlar a situação de imediato. Segundo relatos, a Polícia Militar demorou a chegar e, quando o ambiente começava a ser contido, a chegada de pais à unidade gerou novo clima de tensão.

De acordo com denúncias, a violência não é um caso isolado. Brigas entre alunos, episódios de desrespeito e até agressões contra servidores têm sido frequentes ao longo do ano letivo.

Outro ponto apontado é a falta de agentes de pátio, o que contribui para a ausência de controle nos intervalos e áreas comuns da escola. Servidores afirmam que a direção tenta conter a situação, mas enfrenta limitações diante da recorrência dos casos.

Diante dos fatos, cresce a discussão sobre a possibilidade de transformar a unidade em escola cívico-militar, como alternativa para reforçar a disciplina e melhorar a segurança.

POR OUTRO LADO

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou que acompanha o caso e orientou a escola a seguir o protocolo de enfrentamento à violência escolar.

Entre as medidas adotadas estão o acolhimento psicossocial dos envolvidos, comunicação às famílias, registro de ocorrência e encaminhamento ao Conselho Tutelar. A pasta também informou que a unidade já iniciou a identificação dos estudantes envolvidos e o atendimento às famílias.

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