Pivetta defende Mauro Mendes, Fábio Garcia e Mauro Carvalho e afirma que investigação pode comprometer candidaturas a 50 dias da eleição
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou na quarta-feira (12) que a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, surpreendeu o grupo governista em meio às articulações para as eleições. A operação atingiu diretamente aliados próximos do chefe do Executivo estadual e provocou mudanças na composição da chapa.
Em entrevista ao Jornal do Meio-Dia, da TV Vila Real, Pivetta afirmou que mantém a confiança no ex-governador e candidato ao Senado Mauro Mendes (União), no deputado federal Fábio Garcia (União) e no ex-secretário da Casa Civil Mauro Carvalho.
“Esse acontecimento nos pegou realmente de surpresa, em um momento já de discussão acalorada da política. Eu sempre confio e continuo confiando no Mauro Mendes, no Fábio Garcia, no Mauro Carvalho”, declarou o governador.
Ao comentar a situação de Mauro Mendes, Pivetta relembrou os desdobramentos da Operação Ararath, quando o ex-governador teve a residência alvo de buscas da Polícia Federal. Segundo ele, o episódio provocou graves consequências para Mendes, inclusive no setor empresarial, mas posteriormente ele foi inocentado pela Justiça.
“Eu já fui acusado há algum tempo atrás e eu precisei provar a minha inocência, e o tempo às vezes demora. O Mauro Mendes teve essa mesma operação na Ararath, a polícia visitou a casa dele, ele foi à falência por causa daquilo, e três anos depois foi inocentado pela própria Polícia Federal e pela Justiça”, afirmou.
Pivetta evitou antecipar qualquer julgamento sobre o mérito das investigações da Operação Heritage e destacou a complexidade de um inquérito que envolve instâncias superiores, como o Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, o governador demonstrou preocupação com o impacto político da operação, principalmente pela proximidade das eleições.
“Infelizmente, nós estamos a 50 dias de uma eleição, isso pode comprometer eleitoralmente algum deles, porque eu acho uma injustiça. São bons homens públicos, que já provaram que são bons. Todos eles são muito bons, servidores de alta qualidade, e o povo precisa de bons servidores”, declarou.
Os desdobramentos da operação também provocaram mudanças na chapa de Pivetta. Mauro Carvalho renunciou ao cargo, enquanto Fábio Garcia desistiu da candidatura a vice-governador e decidiu retornar à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.
A decisão foi motivada por restrições determinadas pelo STF, que proibiram o contato entre os investigados. Com a saída de Garcia, o União Brasil oficializou a deputada federal Gisela Simona como candidata a vice-governadora na chapa de Pivetta.
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