Candidato à Presidência detalhou proposta com aplicativo de alerta e monitoramento aéreo para casos de violência contra mulheres
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) voltou a defender, durante passagem por Cuiabá nesta quinta-feira (24), o uso de drones como parte de uma estratégia para prevenir feminicídios e agilizar o atendimento a mulheres em situação de violência. A proposta já havia provocado repercussão e memes nas redes sociais.
Durante uma coletiva de imprensa, Cury explicou que a medida faria parte de um plano mais amplo de segurança. A ideia é utilizar um aplicativo com botão de alerta geolocalizado, conectado à delegacia mais próxima, para acionar rapidamente as forças de segurança.
Segundo o candidato, o atendimento começaria com o deslocamento de uma equipe policial. Na ausência de agentes disponíveis ou diante da demora no atendimento, um drone seria enviado até o endereço informado.
“O policial tem que sair rapidamente. Se não houver policial, se aciona um drone com uma sirene de alerta que vai até a localização. Isso já está pacificado no mundo todo, na guerra do crime, o crime organizado usa demais”, afirmou.
Conforme a proposta apresentada por Cury, o equipamento emitiria uma sirene ao chegar ao local para tentar interromper a agressão e chamar a atenção de pessoas próximas. A proposta de uso de drones nesse contexto já foi apresentada anteriormente pelo candidato e prevê o acionamento dos equipamentos pelas autoridades de segurança.
Cury também criticou a repercussão concentrada na utilização dos drones e afirmou que a medida representa apenas uma parte de um projeto mais amplo voltado à segurança pública e à proteção das mulheres.
Ao comentar a reação nas redes sociais, o candidato comparou a abordagem sobre os drones a “pegar a cauda do elefante e não estudar todo o projeto”.
Augusto Cury esteve em Cuiabá nesta quinta-feira em agenda de campanha. Na Capital, participou de uma coletiva de imprensa e posteriormente visitou o Shopping Popular.
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