BASE E OPOSIÇÃO

Base e oposição protocolam CPIs para investigar suposto rombo de R$ 70 milhões na Educação de Cuiabá

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Base e oposição protocolam CPIs para investigar suposto rombo de R$ 70 milhões na Educação de Cuiabá
Reprodução

Maysa Leão e Demilson Nogueira apresentam pedidos independentes após denúncias sobre contratos milionários, livros de R$ 800 e suspeitas de superfaturamento

Os vereadores Maysa Leão (Republicanos) e Demilson Nogueira (PP) protocolaram nesta quarta-feira (28) pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades milionárias na Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.

Os requerimentos foram apresentados após as denúncias feitas pelo prefeito Abilio Brunini (PL), que apontou um possível rombo de R$ 70 milhões envolvendo contratos da pasta.

A vereadora Maysa Leão propôs uma investigação ampla sobre contratos firmados entre 2021 e 2026. O pedido prevê apuração de possíveis superfaturamentos, direcionamentos de licitação e falhas na execução de contratos ligados à compra de materiais pedagógicos, uniformes escolares, mobiliário para creches, aparelhos de climatização e reformas prediais.

Segundo a parlamentar, as suspeitas já vinham sendo levantadas há meses e ganharam força após as declarações públicas do prefeito.

Já o vereador Demilson Nogueira protocolou uma CPI específica voltada à aquisição de livros e materiais pedagógicos. O foco da investigação envolve apostilas e materiais didáticos que, segundo denúncias, teriam sido adquiridos por cerca de R$ 800 cada.

O parlamentar também cita suspeitas de que parte do conteúdo tenha sido produzido com uso de inteligência artificial e contratado por meio de inexigibilidade de licitação.

Os dois pedidos estabelecem prazo inicial de 120 dias para funcionamento das comissões, com possibilidade de prorrogação pelo mesmo período.

Apesar da pressão política, a abertura das CPIs ainda depende da coleta mínima de assinaturas e da autorização da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, que atualmente já possui cinco comissões de investigação em andamento.

O caso aumentou a tensão política dentro do Legislativo municipal e deve ampliar o embate entre base e oposição nas próximas semanas.