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“Ele largaria a esposa para ficar com ela”, diz irmã de Rhavenna sobre preso da PCE

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“Ele largaria a esposa para ficar com ela”, diz irmã de Rhavenna sobre preso da PCE
Reprodução

Conversas obtidas pela investigação também mencionam carro, joias e outros presentes atribuídos a Renildo, conhecido como “Velhote”

A Polícia Civil afirmou que a relação entre Rhavenna Barcelos Cabeça de Almeida e Renildo da Silva Rios, conhecido como “Velhote” ou “Chapa”, teria ultrapassado as atividades religiosas desenvolvidas pelo projeto Resgatando Vidas. Renildo está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, e é apontado pela investigação como um dos conselheiros de uma facção criminosa em Mato Grosso.

Entre os elementos reunidos no procedimento estão conversas entre Rhavenna e familiares. Em um diálogo de 17 de março de 2026, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ela contou à irmã Lo Rhuama Barcelos de Almeida Gobbi, conhecida como “Lolo”, que havia pedido Renildo em casamento e que ele deixaria a esposa para ficar com ela.

Rhavenna também perguntou se o pai aceitaria o relacionamento. Na conversa, Lolo fez referência aos benefícios que a irmã teria recebido durante a aproximação com o detento e afirmou que a relação não havia sido “tempo perdido”, citando o carro que Rhavenna teria ganhado.

Em outro diálogo registrado pela Polícia Civil, Rhavenna afirma novamente que Renildo “largaria a esposa para ficar com ela”. A irmã responde: “Que nada pelo menos n foi tempo perdido” e, depois, “Arrumou e ainda ganhou um carro kkk”.

A investigação também encontrou fotografias armazenadas no iCloud de Rhavenna nas quais os dois aparecem se beijando dentro de uma unidade prisional. As imagens foram relacionadas pelos investigadores às atividades do projeto Resgatando Vidas.

Segundo a Polícia Civil, a aproximação teria ultrapassado a assistência religiosa e evoluído para um vínculo pessoal e amoroso.

Os investigadores localizaram ainda registros de flores, alianças, joias, dinheiro, passagem para viagem e um possível veículo atribuídos a Renildo. Também consta no procedimento a informação de que Rhavenna teria tatuado a letra “R” na lombar e usado uma peça íntima personalizada com o apelido “Velhote”.

Em outra conversa analisada pela Polícia Civil, Rhavenna fala com a irmã Anatany sobre a situação financeira de Renildo durante uma discussão sobre a possibilidade de compra de um imóvel. Na ocasião, afirma: “Dinheiro é o que ele tem” e se refere ao detento como “conselheiro final”.

Filha de pastores, Rhavenna integra o projeto Resgatando Vidas. Conforme a Polícia Civil e o Gaeco, a iniciativa de evangelização teria sido utilizada de maneira irregular para facilitar o acesso a presos e a comunicação com integrantes da organização criminosa.

Rhavenna e Renildo estão entre os denunciados pelo Ministério Público no processo que apura crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro. As acusações ainda serão analisadas pela Justiça e estão sujeitas ao contraditório e à ampla defesa.