OPERAÇÃO SEVEN

“Houve organização criminosa”, diz relatora ao condenar Silval e ex-secretários por fraude de R$ 7 milhões

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“Houve organização criminosa”, diz relatora ao condenar Silval e ex-secretários por fraude de R$ 7 milhões
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Decisão do Tribunal de Justiça reformou sentença e ampliou condenações no caso investigado pela Operação Seven

A Justiça de Mato Grosso reformou uma decisão anterior e condenou o ex-governador Silval Barbosa e ex-integrantes do alto escalão do governo por participação em um esquema que desviou cerca de R$ 7 milhões em processos de desapropriação ambiental.

A decisão foi tomada pela Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que reconheceu a existência de organização criminosa no caso, investigado na Operação Seven.

Além de Silval, também foram condenados o ex-chefe da Casa Civil Pedro Nadaf e o ex-procurador Chico Lima.

Silval e Nadaf receberam pena de 3 anos e 2 meses de prisão em regime aberto. Já Chico Lima foi condenado a 9 anos e 8 meses em regime fechado.

Outros dois ex-secretários, José Nunes Cordeiro e Arnaldo Alves de Souza Neto, foram condenados a 8 anos e 4 meses de prisão, também em regime fechado.

De acordo com a relatora do caso, Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o grupo atuou de forma coordenada para fraudar um processo de desapropriação e desviar recursos públicos.

As investigações apontam que o esquema envolvia pagamento superfaturado de áreas, com divisão do dinheiro entre os participantes. Parte dos crimes foi confessada pelos próprios envolvidos em acordos de colaboração premiada.

Segundo os autos, o ex-governador admitiu ter autorizado a desapropriação por interesse político e confirmou o recebimento de parte dos valores desviados.

A decisão também atingiu o ex-presidente do Intermat, Afonso Dalberto, condenado por participação no esquema e desvio de dinheiro público.

O Tribunal acolheu recurso do Ministério Público e ampliou as condenações, incluindo o crime de organização criminosa para parte dos réus que haviam sido absolvidos em primeira instância.

Já um dos investigados, o ex-secretário Filinto Corrêa da Costa, teve a punibilidade extinta por prescrição.