Réu confesso pelas mortes de Thays Machado e Willian César Moreno será julgado nesta sexta-feira (31), em Cuiabá; decisão também garante uso de equipamentos para apresentação da defesa
A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira autorizou que o empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, participe da sessão do Tribunal do Júri, marcada para esta sexta-feira (31), em Cuiabá, sem o uso de algemas e sem uniforme prisional.
A decisão atende a um pedido apresentado pelo advogado Elson Marcelino da Silva Junior, que argumentou ser necessário preservar as garantias processuais do réu e evitar que sua aparência durante o julgamento influencie os jurados.
Na decisão, a magistrada ressaltou que a autorização poderá ser revista caso a equipe responsável pela escolta considere necessária a adoção de medidas de contenção por questões de segurança.
Carlinhos Bezerra é réu confesso pelos assassinatos da ex-companheira, Thays Machado, de 44 anos, e do namorado dela, Willian César Moreno, de 30 anos. O casal foi morto a tiros em janeiro de 2023, em Cuiabá.
Além de autorizar que o réu participe do julgamento sem algemas e sem uniforme prisional, a juíza permitiu que a defesa utilize equipamentos para exibição de vídeos, documentos e demais peças processuais já anexadas aos autos, além de acesso à internet durante a sustentação oral.
Na decisão, a magistrada reforçou que somente poderão ser exibidos em plenário documentos e mídias previamente juntados ao processo, conforme determina o artigo 479 do Código de Processo Penal, sendo proibida a apresentação de provas não comunicadas previamente à parte contrária.
No mesmo despacho, Mônica Perri determinou que a unidade prisional onde Carlinhos Bezerra está custodiado, em Várzea Grande, mantenha o acompanhamento e o tratamento médico necessários, devendo comunicar imediatamente ao Juízo caso haja qualquer impedimento para a assistência adequada.
A decisão também registra que o réu recusou, em ocasiões anteriores, o uso de insulina prescrita pela equipe médica, além de não aceitar uma saída para consulta ortopédica e realização de exame de imagem. O documento ainda informa que procedimentos cirúrgicos autorizados, como uma cirurgia de catarata e outra para retirada de varizes, não chegaram a ser realizados.