Polícia Civil cumpre prisões e bloqueia contas em Cuiabá e Cáceres após identificar movimentações superiores a R$ 1,6 milhão
O delegado responsável pelo caso, André Rigonato, afirmou na manhã da última segunda-feira (06) que a nova fase da Operação Baca tem como foco atingir diretamente a estrutura econômica de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro em Mato Grosso. “O objetivo central é desarticular o núcleo financeiro do grupo, comprometendo a base que sustenta as atividades ilegais”, declarou.
De acordo com Rigonato, a ação deflagrada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), com o cumprimento de seis ordens judiciais nos municípios de Cuiabá e Cáceres. As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.
Entre as determinações estão dois mandados de prisão preventiva, dois de busca e apreensão domiciliar, além do bloqueio de contas bancárias ligadas aos investigados, apontados como responsáveis pela movimentação financeira do grupo.
As apurações identificaram transações consideradas incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos. Foram constatados depósitos fracionados em espécie, transferências sucessivas entre contas e ausência de comprovação da origem dos valores.
De acordo com o levantamento, os envolvidos movimentaram mais de R$ 1,6 milhão, o que reforça a existência de um esquema estruturado para ocultação e dissimulação de recursos ilícitos.
Na primeira etapa da operação, 22 pessoas foram investigadas por participação nos crimes. Deste total, 20 já respondem judicialmente, enquanto dois alvos desta fase ainda não haviam sido responsabilizados.
Além das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros com o objetivo de interromper o fluxo de dinheiro ilegal e evitar a dissipação de valores.
As investigações seguem em andamento e não está descartada a identificação de novos envolvidos, bem como a adoção de outras providências judiciais.