COAÇÃO E VIOLAÇÃO DE SIGILO

Professor de Direito da UFMT é preso por descumprir medidas cautelares e ameaçar testemunhas

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Professor de Direito da UFMT é preso por descumprir medidas cautelares e ameaçar testemunhas
Reprodução

Saulo Tarso Rodrigues é investigado por coação no curso do processo e violação de sigilo judicial em caso envolvendo uma acadêmica da universidade

A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu preventivamente, nesta segunda-feira (10), o professor do curso de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Saulo Tarso Rodrigues, investigado por coação no curso do processo e violação de sigilo judicial em uma investigação que apura episódios de ameaça e assédio contra uma acadêmica da instituição.

A prisão foi determinada pela magistrada Henriqueta Ferreira Lima após o professor descumprir sucessivamente medidas cautelares impostas pela Justiça.

Conforme a decisão, Saulo teria utilizado terceiros para tentar entrar em contato com a vítima, além de repassar informações sigilosas do processo em um grupo acadêmico com centenas de integrantes. Ele também teria abordado diretamente testemunhas relacionadas ao caso.

A decisão aponta ainda que conteúdos considerados difamatórios contra a acadêmica teriam sido divulgados. Para a magistrada, a permanência do investigado em liberdade representava risco à ordem pública e poderia comprometer o andamento das investigações.

O professor já estava afastado preventivamente das atividades acadêmicas no campus da UFMT, em Cuiabá, por determinação da Reitoria. A universidade instaurou um procedimento administrativo para apurar a conduta atribuída ao docente.

Em manifestações anteriores sobre as acusações, Saulo negou ter enviado mensagens de conteúdo não institucional e afirmou que a situação teve origem em representações feitas por sua esposa contra a estudante.

CONDENAÇÃO POR PERSEGUIÇÃO

O professor também possui uma condenação anterior na Justiça de Mato Grosso por stalking, crime de perseguição. Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ele enviou de forma insistente e sem autorização e-mails para uma ex-companheira em 2022.

A defesa questionou a validade do processo, das citações e das provas digitais utilizadas na ação. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), no entanto, manteve a condenação.

Agora, Saulo Tarso Rodrigues permanece preso preventivamente enquanto a nova investigação prossegue.