TAXAS DAS BLUSINHAS

“Quando passar a eleição, volta”, afirma Prefeito ao criticar suspensão da ‘taxa das blusinhas’;VEJA O VÍDEO

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“Quando passar a eleição, volta”, afirma Prefeito ao criticar suspensão da ‘taxa das blusinhas’;VEJA O VÍDEO
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Abilio classificou medida do Governo Federal como “manobra eleitoreira” às vésperas das eleições de 2026

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de suspender a cobrança do imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. Segundo o gestor, a medida teria motivação eleitoral e poderá ser revertida após as eleições de 2026.

“Ele arrecadou por um determinado tempo e agora, no período eleitoral, tira para não pesar tanto na eleição. Aí depois ele volta”, afirmou Brunini.

Durante a declaração, o prefeito classificou a medida como uma “manobra de ilusão” e afirmou que o Governo Federal estaria utilizando reduções temporárias para melhorar a imagem perante o eleitorado.

Abilio também comentou sobre os subsídios aplicados aos combustíveis pelo Palácio do Planalto para conter reajustes diante dos conflitos internacionais e criticou a política econômica do governo federal.

“Cria-se a desculpa de que está dando uma isenção, uma redução tributária, alguma coisa assim. Passa a eleição e vai acontecer igual àquela época da Dilma, que fizeram isso e depois a Petrobras quase caiu”, declarou.

O prefeito ainda afirmou considerar “natural” o que chamou de “golpe eleitoral”.

“Acho que esse golpe em período eleitoral é natural e isso acontece”, concluiu.

A suspensão da cobrança entrou em vigor no dia 12 de maio por meio de Medida Provisória do Governo Federal. Com a mudança, compras internacionais de até US$ 50 devem ficar mais baratas para o consumidor final, especialmente em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress, participantes do programa Remessa Conforme da Receita Federal.

Apesar da retirada do imposto federal de importação de 20%, o ICMS de 17% continua sendo cobrado normalmente nas operações. Já as compras acima de US$ 50 seguem sujeitas à taxação federal de 60%.

A medida reacendeu o debate entre representantes do comércio e setores econômicos sobre os impactos da tributação nas compras internacionais e na competitividade do mercado nacional.

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