BASTIDORES DO PODER

Republicanos quer Wellington fora da disputa em MT para apoiar Flávio Bolsonaro ao Planalto

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Republicanos quer Wellington fora da disputa em MT para apoiar Flávio Bolsonaro ao Planalto
Reprodução

Partido de Tarcísio condiciona aliança nacional com o PL ao apoio à reeleição de Otaviano Pivetta e cobra recuo de candidaturas em estados estratégicos

O senador Wellington Fagundes (PL) entrou no centro das negociações entre o PL e o Republicanos para a formação de uma aliança nacional em torno da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Para fechar o acordo, o partido do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, quer que os liberais abram mão da candidatura própria ao Governo de Mato Grosso e apoiem a reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A exigência faz parte de um pacote de acordos regionais discutidos pelas duas siglas com vistas às eleições de 2026. Em Mato Grosso, o objetivo do Republicanos é consolidar um palanque único da direita em torno de Pivetta e evitar a divisão de votos no campo conservador.

Apesar das articulações, Wellington Fagundes tem reafirmado publicamente sua disposição de disputar o Palácio Paiaguás. O senador aparece entre os principais nomes nas pesquisas de intenção de voto e é tratado por aliados como o candidato natural do PL ao governo estadual.

Segundo informações publicadas pelo jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o Republicanos condiciona o apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro ao respaldo do PL a candidatos da legenda em pelo menos quatro estados: Mato Grosso, Minas Gerais, Espírito Santo e Acre.

No caso mato-grossense, a exigência é que o PL retire a candidatura de Wellington Fagundes e passe a apoiar o projeto político de Otaviano Pivetta, que assumiu o comando do Estado após a saída de Mauro Mendes para disputar uma vaga no Senado.

Em Minas Gerais, o Republicanos quer o apoio dos liberais à candidatura do senador Cleitinho. No Espírito Santo, a sigla defende o nome do ex-prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Já no Acre, o partido busca apoio para a candidatura do senador Alan Rick ao governo estadual.

As negociações seguem em andamento e podem influenciar diretamente o cenário eleitoral de Mato Grosso, onde a disputa pelo Palácio Paiaguás é considerada uma das mais estratégicas da direita para 2026.