Governador em exercício saiu em defesa do aliado após denúncia de que o Estado beneficiou banco em contrato de cartão consignado
O governador em exercício Otaviano Pivetta (UB) disse que o ex-governador Mauro Mendes, que virou alvo de um inquérito no Superior Tribunal de Justiça. A investigação, aberta a pedido da Procuradoria-Geral da República, apura se o Palácio Paiaguás acelerou e direcionou o credenciamento do Banco Master para gerenciar o cartão de crédito consignado do funcionalismo público.
Pivetta minimizou a gravidade do caso, dizendo que prestar esclarecimentos faz parte da lei, mas fez questão de colocar a mão no fogo pelo parceiro de grupo político. O chefe do Executivo sugeriu que a denúncia ganhou força agora por conta do calendário eleitoral, momento em que, segundo ele, surgem boatos que vão além da realidade dos fatos.
O motivo da desconfiança da PGR é o prazo recorde com que o negócio foi fechado em 2023. No dia 5 de maio daquele ano, Mendes assinou o decreto que separou uma margem de 10% dos salários dos servidores para essa nova modalidade de cartão. Três dias depois, o Banco Master entrou com o pedido de operação e, em menos de uma semana, recebeu o sinal verde definitivo do Estado para faturar com o serviço.
Mesmo com o barulho do inquérito, Pivetta garantiu que o escândalo não vai atrapalhar os planos de Mauro Mendes de disputar uma vaga no Senado. Para ele, o ex-governador provará a inocência assim que a Justiça analisar o caso.
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