Polícia Civil incinerou R$ 10 milhões em notas falsas apreendidas durante investigação que desarticulou esquema de falso empréstimo milionário em Mato Grosso
O delegado Bruno Palmiro, da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, informou que a Polícia Civil incinerou cerca de R$ 10 milhões em notas falsas apreendidas durante a investigação de um esquema de falso empréstimo milionário. O material foi destruído na tarde desta terça-feira (1º), na fornalha de uma empresa localizada no bairro Jardim Industrial, na Capital.
Segundo o delegado, as cédulas falsas eram utilizadas por uma organização criminosa para simular operações financeiras e convencer vítimas de que receberiam empréstimos de alto valor mediante o pagamento antecipado de comissões.
A investigação teve início em 2024, após um empresário de Água Boa procurar a Polícia Civil relatando que havia sido enganado durante uma negociação de um suposto empréstimo de R$ 10 milhões.
Conforme o inquérito, os criminosos exigiram inicialmente o pagamento de R$ 1 milhão como comissão pela liberação do crédito, mas aceitaram receber R$ 400 mil em espécie.
Após meses de negociações e encontros presenciais, a vítima entregou o dinheiro aos suspeitos em um hotel de Cuiabá e recebeu uma mala que supostamente continha os R$ 10 milhões prometidos. Posteriormente, constatou que os pacotes continham apenas notas falsas e cédulas sem valor comercial.
Durante as investigações, a Polícia Civil apreendeu a mala utilizada no golpe, analisou imagens de segurança, identificou linhas telefônicas usadas pelos investigados e reuniu provas que permitiram a identificação dos envolvidos.
Ao final do inquérito, três pessoas foram indiciadas pelos crimes de estelionato e associação criminosa.
Segundo Bruno Palmiro, o grupo utilizava uma falsa imagem de empresários e investidores para conquistar a confiança das vítimas e aplicar o golpe.
"Os investigados simulavam operações financeiras legítimas e prometiam empréstimos de grandes valores mediante pagamento prévio de comissões", afirmou o delegado.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para identificar outros integrantes do grupo e apurar a possível participação dos investigados em golpes semelhantes praticados em outros estados.
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