Distância para Pivetta caiu de 26 para oito pontos em nove meses; senador também mantém vantagem em eventual segundo turno
O senador Wellington Fagundes (PL) continua na liderança da disputa pelo Governo de Mato Grosso, mas a vantagem sobre o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) vem diminuindo a cada novo levantamento. Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quarta-feira (12) mostra Wellington com 34% das intenções de voto, contra 26% de Pivetta.
Em junho, Wellington tinha 40% e Pivetta, 29%. Com a nova rodada, o senador perdeu seis pontos, enquanto o governador recuou três. A diferença, que era de 11 pontos, agora é de oito.
A terceira colocada é a médica Natasha Slhessarenko (PSD), que passou de 16% para 13%. Rafael Milas (Missão) aparece com 3%, Sargento Laudicério (Agir) tem 1% e Maurício Coelho (Mobiliza) não pontuou. Outros 12% afirmaram votar branco ou nulo, enquanto 11% ainda não sabem em quem votar.
A série histórica do instituto mostra uma mudança mais significativa na distância entre Wellington e Pivetta. Em novembro de 2025, o senador tinha 44%, contra 18% do atual governador. A diferença de 26 pontos caiu para 18 em março, depois para 11 em junho e chegou aos atuais oito pontos.
Na comparação com novembro, Wellington perdeu 10 pontos percentuais, enquanto Pivetta cresceu oito. O movimento reduziu em 18 pontos a vantagem do senador sobre o governador.

Espontânea
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Wellington também aparece à frente, com 14%, contra 10% de Pivetta.
O cenário espontâneo, porém, revela um eleitorado ainda bastante indefinido. Metade dos entrevistados, 50%, não soube apontar um candidato, enquanto 18% declarou intenção de votar branco ou nulo.
Segundo turno
Em uma eventual disputa direta entre Wellington e Pivetta, o senador também venceria, segundo a pesquisa. Wellington aparece com 45%, contra 32% do governador.
Em junho, a vantagem era menor: 44% a 35%. Com isso, a diferença entre os dois passou de nove para 13 pontos percentuais nesse cenário.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores entre os dias 7 e 11 de agosto e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-06833/2026.