Alerta ocorre após assassinato de mulher em Guarantã do Norte; suspeito tinha histórico de agressões e o benefício havia sido revogado a pedido da própria vítima
A chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, reforçou a importância de as vítimas confiarem na rede de amparo estatal e manterem as medidas protetivas de urgência. O alerta foi motivado pelo assassinato de Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, morta a tiros na terça-feira (23) em Guarantã do Norte. O principal suspeito é o companheiro dela, de 33 anos, o está caso está investigado pela Polícia Civil como feminicídio.
Segundo o boletim de ocorrência o homem possuía um longo histórico de violência doméstica contra a vítima. Em julho de 2025, ele havia sido preso em flagrante por lesão corporal, momento em que a Justiça concedeu a proteção legal a Gleici. No entanto, em novembro do mesmo ano, a própria vítima solicitou a revogação da medida protetiva, o que permitiu que o investigado respondesse ao processo em liberdade.
“É importante compreender que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é simples. Existem obstáculos como dependência afetiva, econômica, medo e preconceito. Por isso, é fundamental buscar apoio e acreditar no sistema de Justiça”, destacou Antonini.
A secretária explicou que o comportamento abusivo costuma ser cíclico e progressivo:
- Sinais iniciais: Começa com episódios que parecem menos graves, como injúrias e ameaças.
- Escalada: Evolui para agressões físicas e situações cada vez mais letais, podendo culminar na morte da vítima.
O histórico do casal aponta que as primeiras denúncias foram registradas em 2023. Já em 2024, novas intervenções policiais foram contabilizadas por crimes de lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo, evidenciando o agravamento dos conflitos antes do desfecho fatal.