CASO ISAAC PÓVOAS

Júri condena bióloga que atropelou jovens em Cuiabá a 6 anos no semiaberto

· 1 minuto de leitura
Júri condena bióloga que atropelou jovens em Cuiabá a 6 anos no semiaberto
Reprodução

Conselho de Sentença afasta a acusação de intenção de matar e pune ré por crime culposo; direito de dirigir foi suspenso

Conselho de Sentença afasta a acusação de intenção de matar e pune ré por crime culposo; direito de dirigir foi suspenso

O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou a professora e bióloga Rafaela Screnci da Costa Ribeiro a seis anos de reclusão em regime inicial semiaberto pelo atropelamento que causou a morte de dois jovens e feriu gravemente uma terceira vítima. O Conselho de Sentença decidiu desclassificar a conduta da ré para crime culposo (sem intenção de matar), acolhendo a tese da defesa de que não houve dolo eventual. Além da pena de prisão, ela teve o direito de dirigir suspenso.

Para afastar a acusação de dolo, os jurados basearam-se em laudos periciais apresentados pelos advogados. Os documentos indicaram que o veículo conduzido por Rafaela trafegava a aproximadamente 54 km/h, velocidade que estava dentro do limite permitido para a via no momento do impacto.

O atropelamento ocorreu na madrugada do dia 23 de dezembro de 2018, na Avenida Isaac Póvoas, na capital. As vítimas haviam acabado de sair de uma casa noturna nas proximidades quando foram atingidas pelo carro.

O desfecho das vítimas seguiu os seguintes registros:

  • Myllena Lacerda Inocêncio: Morreu ainda no local do acidente.
  • Ramon Alcides: Faleceu dias depois no hospital, em decorrência dos ferimentos graves.
  • Hya Girotto: Sobreviveu após passar três semanas internada.

A condutora do veículo chegou a ser presa em flagrante na data do fato, mas obteve a liberdade provisória no dia seguinte após o pagamento de fiança, respondendo ao processo em liberdade até o julgamento.