Perri afirma que violência dentro dos lares e comportamento machista contribuem para o aumento de casos no Estado
O desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Orlando de Almeida Perri, afirmou que o enfrentamento ao machismo e à violência doméstica é essencial para reduzir os casos de feminicídio no Estado. Segundo o magistrado, o problema é cultural e está ligado às agressões praticadas dentro do ambiente familiar.
“Este é um problema bastante complexo e cultural, eu diria até: o machismo. Nós precisamos combater exatamente essa violência que impera dentro dos nossos lares”, declarou.
Em 2026, Mato Grosso já contabiliza 15 feminicídios. Somente neste mês, duas mulheres foram mortas pelos próprios companheiros.
Uma das vítimas foi a empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, encontrada morta e enterrada na última terça-feira (05). O outro caso é o de Elzilene Alves do Nascimento, de 49 anos, localizada sem vida em uma área de mata na última quinta-feira (07).
Dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, apontam ainda que o Estado já concedeu 6.532 medidas protetivas neste ano e registrou 13.465 ocorrências de violência doméstica, incluindo ameaça, lesão corporal, injúria e difamação.
O levantamento também mostra mais de 600 casos de descumprimento de medidas protetivas em Mato Grosso.
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